O preço do petróleo abriu a semana em alta significativa, impulsionado por um ataque dos Estados Unidos ao Irã e a divulgação de um novo acordo de exploração entre EUA e Venezuela. A escalada das tensões no Oriente Médio e a perspectiva de nova oferta global movimentam o mercado.
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Tensão no Oriente Médio eleva cotações
O barril de petróleo Brent, referência global, registrou alta de 1,6% neste domingo (30), atingindo valores próximos a US$ 90, o maior patamar em seis dias. A valorização ocorreu após os Estados Unidos atacarem dois lançadores iranianos na ilha de Larak, no Estreito de Hormuz, em resposta a preparativos para lançamento de minas marítimas pela Guarda Revolucionária do Irã.
Além disso, um navio-tanque foi atingido por um projétil desconhecido na mesma região, aumentando os temores sobre a segurança da rota marítima. O Irã confirmou baixas e prometeu retaliação, intensificando a instabilidade geopolítica.
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Acordo com Venezuela e planos dos EUA
Paralelamente, um acordo comercial entre EUA e Venezuela, anunciado desde sexta-feira (28), prevê a extração de 65 bilhões de barris venezuelanos nos próximos 15 anos. O presidente Donald Trump afirmou que planeja usar esse petróleo para recompor as Reservas Estratégicas Nacionais americanas, que ele alegou terem sido esvaziadas pela gestão anterior.
A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, detalhou que o pacto terá duração de 25 anos e visa elevar a produção para 1,5 milhão de barris por dia, mantendo a soberania do país sobre seus recursos.
A combinação desses fatores geopolíticos e comerciais mantém o mercado de petróleo em alerta, com investidores monitorando de perto os desdobramentos no Oriente Médio e a efetivação do acordo EUA-Venezuela, que podem impactar a oferta e os preços globais nos próximos meses.