A Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgou nesta quinta-feira (15 de fevereiro de 2026) que 7.667 pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias perigosas ao longo de 2025. O número, embora menor que o ano anterior, reflete a diminuição de vias legais para a migração e cortes de financiamento que afetam o rastreamento das mortes. O Resumo explica e descomplica para você.
Aumento da Fiscalização e Vias Inseguras
A diretora-geral da OIM, Amy Pope, alertou que a contínua perda de vidas é uma falha global inaceitável, que não pode ser vista como normal. A intensificação da fiscalização por parte de regiões como Europa e Estados Unidos, aliada a pesados investimentos em medidas de dissuasão, tem empurrado mais pessoas para as mãos de contrabandistas e traficantes, buscando rotas cada vez mais perigosas.
O que isso muda na prática: O endurecimento das políticas migratórias, ao invés de frear a migração irregular, a torna mais clandestina e letal, impactando diretamente a segurança dos migrantes e fortalecendo redes criminosas. A falta de vias seguras e regulares é um fator determinante para essa tragédia.
Cortes de Financiamento Impactam Ajuda Humanitária
A OIM, com sede em Genebra, está entre as organizações humanitárias gravemente afetadas por grandes cortes de financiamento, especialmente por parte dos Estados Unidos. Essa redução forçou a agência a diminuir ou encerrar programas essenciais de assistência e rastreamento de mortes.
O que isso muda na prática: A escassez de recursos financeiros compromete a capacidade de rastrear mortes, de oferecer assistência crucial aos migrantes e de ter uma visão precisa da real dimensão da crise humanitária. Essa lacuna de dados dificulta ações coordenadas e eficazes para proteger as pessoas em trânsito, elevando o risco à segurança e à vida.
Rotas Marítimas e Outras Vias Letais em Destaque
As rotas pelo mar continuaram sendo as mais mortais em 2025, com números alarmantes em diversas regiões. Na Ásia, cerca de 3 mil mortes de migrantes foram registradas, com mais da metade sendo de afegãos. O Chifre da África, abrangendo a rota do Iêmen aos Estados do Golfo, teve um aumento acentuado de mortes em relação ao ano anterior.
– Mediterrâneo: Pelo menos 2.108 pessoas morreram ou desapareceram.
– Rota Atlântica para as Ilhas Canárias, Espanha: 1.047 mortes.
– Chifre da África: 922 mortes, quase todos etíopes, incluindo vítimas de três naufrágios em massa.
O que isso muda na prática: Os dados alarmantes reforçam a urgência de expandir rotas seguras e regulares para migrantes, garantindo proteção e acesso a ajuda humanitária. O cenário político global precisa priorizar a vida humana sobre barreiras, buscando soluções multilaterais para uma crise que afeta milhões, independentemente de seu status.