O Brasil confirmou 88 casos do vírus Mpox em 2024, com São Paulo liderando os registros, conforme dados atualizados nesta sexta-feira (21 de junho) pelo Ministério da Saúde. Este cenário reacende o alerta para a saúde pública em todo o país, reforçando a importância da prevenção e do conhecimento sobre a doença. O Resumo explica e descomplica para você.
Mpox Avança no Brasil: Panorama Atualizado de Casos em 2024
O Ministério da Saúde reportou 88 casos confirmados de Mpox no Brasil em 2024, destacando a distribuição geográfica:
– São Paulo: 62 casos
– Rio de Janeiro: 15 casos
– Rondônia: 4 casos
– Minas Gerais: 3 casos
– Rio Grande do Sul: 2 casos
– Paraná: 1 caso
– Distrito Federal: 1 caso
Os quadros clínicos observados são predominantemente leves a moderados, e até o momento, não há óbitos registrados neste ano. Para contextualizar, em 2025, o país registrou 1.079 casos e 2 óbitos.
O que isso muda na prática: A circulação do vírus em diversos estados exige que a população mantenha a vigilância e que as autoridades de saúde reforcem as campanhas de conscientização e monitoramento, evitando um aumento descontrolado de infecções.
Entenda o Vírus Mpox: Sintomas Típicos e Período de Incubação
A Mpox é uma doença causada pelo vírus Monkeypox, transmitida principalmente pelo contato pessoal próximo com pessoas infectadas. Seus sintomas característicos incluem:
– Erupção na pele, com lesões semelhantes a bolhas ou feridas, que persistem por duas a quatro semanas.
– Febre.
– Dor de cabeça e dores musculares.
– Dores nas costas e apatia.
– Gânglios inchados.
As erupções podem surgir no rosto, palmas das mãos, solas dos pés, virilha e regiões genitais ou anais. O período de incubação, ou seja, o intervalo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas, varia tipicamente de 3 a 16 dias, podendo se estender até 21 dias. O diagnóstico é confirmado por exame laboratorial em unidade de saúde, sendo importante diferenciar de outras condições como varicela zoster, herpes e sífilis.
O que isso muda na prática: Reconhecer os sintomas iniciais e buscar atendimento médico rapidamente é fundamental para um diagnóstico preciso, iniciar o isolamento e evitar a propagação do vírus para outras pessoas na comunidade.
Como a Mpox é Transmitida: Formas de Contágio e Medidas de Prevenção
A transmissão do vírus Mpox ocorre principalmente por contato próximo, pessoa a pessoa, incluindo:
– Contato pele com pele, como toque direto, sexo vaginal ou anal.
– Contato boca a boca ou boca a pele, como beijo ou sexo oral.
– Gotículas ou aerossóis de curto alcance, ao falar ou respirar perto de alguém infectado.
– Compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos corporais ou materiais de lesões.
O Ministério da Saúde orienta que pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, evitar compartilhar objetos de uso pessoal (toalhas, roupas, talheres) até o término do período de transmissão.
O que isso muda na prática: A compreensão das diversas vias de contágio permite que a população adote hábitos de higiene e distanciamento eficazes, reduzindo significativamente o risco de infecção para si e para seus familiares.
Tratamento e Riscos da Mpox: Grupos Mais Vulneráveis à Doença
O tratamento da Mpox é focado no alívio dos sintomas, prevenção e manejo de complicações, uma vez que não existe um medicamento antiviral específico aprovado. A maioria dos casos evolui para quadros leves a moderados.
As medidas de prevenção são cruciais:
– Evitar contato direto com indivíduos suspeitos ou confirmados.
– Usar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção em caso de contato necessário.
– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel.
– Higienizar roupas de cama, toalhas e objetos pessoais dos infectados com água morna e detergente.
Embora a maioria se recupere, a Mpox pode levar a complicações graves e até à morte em grupos específicos:
– Recém-nascidos e crianças.
– Pessoas com imunodepressão pré-existente.
Complicações incluem lesões disseminadas (boca, olhos, órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias, pneumonia, encefalite e miocardite. Dados indicam uma taxa de mortalidade entre 0,1% e 10% em pessoas infectadas.
O que isso muda na prática: A atenção à higiene e a proteção de grupos vulneráveis são pilares para minimizar os impactos da Mpox. Em caso de sintomas graves, a internação e o uso de antivirais podem ser necessários para garantir a recuperação.