A inteligência artificial (IA) avança rapidamente na saúde brasileira, marcando presença em 18% dos estabelecimentos do país, segundo a pesquisa TIC Saúde do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Os dados, divulgados nesta terça-feira (12 de dezembro de 2023), referem-se a 2025 e revelam o cenário atual e os desafios da digitalização em um setor vital para a nação. O Resumo explica e descomplica para você.
IA transforma processos e segurança digital na saúde
A 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, organizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) – departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) –, entrevistou 3.270 gestores. Os resultados para 2025 mostram que a IA está presente em 18% dos estabelecimentos, sendo 11% dos públicos e 21% dos privados. As principais aplicações no setor incluem:
– Organizar os processos clínicos e administrativos (45% dos estabelecimentos)
– Melhorar a segurança digital (36%)
– Melhorar a eficiência dos tratamentos (32%)
– Auxiliar na logística (31%)
– Apoiar a gestão de recursos humanos ou recrutamento (27%)
– Auxiliar nos diagnósticos (26%)
– Auxiliar na dosagem dos medicamentos (14%)
O que isso muda na prática: A integração da IA otimiza o fluxo de trabalho, desde a administração até o tratamento do paciente, prometendo diagnósticos mais precisos e maior segurança de dados. O impacto é direto na qualidade do serviço oferecido e na agilidade do atendimento, beneficiando pacientes e profissionais de saúde.
Desafios freiam a adoção plena da IA no setor
Apesar do avanço, a adoção da IA enfrenta obstáculos significativos. Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, explica que a investigação foi ampliada para compreender a incorporação dessas tecnologias. Em hospitais com mais de 50 leitos, gestores apontam as seguintes barreiras:
– Custos elevados (63%)
– Falta de priorização institucional (56%)
– Limitações relacionadas a dados e capacitação (51%)
Luciana Portilho, coordenadora de projetos de pesquisas do Cetic.br, destaca a urgência de profissionais qualificados para aplicação segura e responsável da IA. Ela enfatiza que a consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é fundamental para sustentar a adoção ética da tecnologia em um setor que lida com informações sensíveis e impacta diretamente o cuidado com os pacientes.
O que isso muda na prática: A superação desses desafios é crucial para que o Brasil não fique para trás na inovação médica. Investimentos em infraestrutura, capacitação profissional e um arcabouço regulatório robusto são essenciais para garantir que mais cidadãos possam se beneficiar dos avanços tecnológicos na sua saúde, de forma segura e ética.
Internet das Coisas e serviços digitais também crescem
O levantamento da TIC Saúde também aponta a expansão de outras tecnologias no setor. Cerca de 9% dos estabelecimentos utilizam Internet das Coisas (IoT) e 5% empregam tecnologia robótica com uso de internet. Além disso, a oferta de serviços online aos pacientes tem crescido:
– Visualização de resultados de exames (39% dos estabelecimentos)
– Agendamento de consultas (34%)
– Agendamento de exames (32%)
O que isso muda na prática: A digitalização vai além da IA, facilitando a vida do paciente com acesso rápido a informações e agendamentos, e otimizando a gestão hospitalar através de tecnologias conectadas. Isso representa mais comodidade e eficiência na interação do cidadão com os serviços de saúde, promovendo um atendimento mais ágil e acessível.