A greve de rodoviários que paralisou São Luís por quatro dias chegou ao fim nesta segunda-feira (16), após um acordo mediado pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA). A paralisação afetou milhares de passageiros na capital e região metropolitana desde a última sexta-feira (13), causando grandes transtornos no transporte público. O Resumo explica e descomplica para você.
Acordo Põe Fim à Paralisação de Quatro Dias
O fim da greve foi selado em uma audiência extrajudicial, que contou com a mediação da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Maranhão (MP-MA). As negociações envolveram o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), a Procuradoria do Município de São Luís e a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT).
– Serviço normalizado a partir da zero hora desta terça-feira (17).
– Greve iniciou na sexta-feira (13), paralisando linhas urbanas de São Luís.
– Apenas ônibus do sistema semiurbano circulavam na capital e região metropolitana durante a paralisação.
O que isso muda na prática: A normalização dos serviços significa o retorno da mobilidade urbana para milhares de maranhenses que dependem do transporte público, aliviando o impacto no dia a dia e na economia local.
Detalhes Financeiros do Acordo e Próximos Passos
A negociação focou principalmente nas reivindicações salariais dos rodoviários, obtidas após acordo com a Justiça do Trabalho em greve anterior, e nos repasses de subsídios. O acordo prevê o pagamento de reajustes e a análise de pendências financeiras entre a prefeitura e as empresas.
– Empresas assumem pagar diferença salarial de 5,5% sobre os vencimentos referentes ao mês de fevereiro de 2026.
– Prazo limite para este pagamento é o meio-dia desta terça-feira (17).
– O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) solicitará formalmente à Prefeitura de São Luís o pagamento de glosas (valores que não foram pagos) do subsídio tarifário relativas aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2025.
– O Município analisará o pagamento administrativo desses valores com base em pareceres técnicos da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT).
– Eventuais impasses sobre os dias parados e outras pendências laborais não detalhadas serão resolvidos judicialmente.
O que isso muda na prática: Este ponto impacta diretamente o “bolso” dos rodoviários com o reajuste e abre caminho para resolver a situação financeira das empresas, que alegam subsídios congelados e custos crescentes. A prefeitura, por sua vez, reitera o cumprimento de suas obrigações.
Divergências e Agenda Futura
Durante as negociações, empresas e prefeitura apresentaram pontos de vista distintos sobre os repasses financeiros e o acordo salarial anterior que desencadeou a greve. Uma nova reunião já está marcada para dar seguimento às discussões.
– Empresas argumentam que o subsídio pago pela prefeitura para cofinanciar o sistema de transporte coletivo não tem reajuste desde janeiro de 2024, mesmo com dois aumentos salariais e do custo dos serviços.
– Empresas afirmam que o acordo firmado na Justiça do Trabalho, que resultou no reajuste salarial dos rodoviários, ocorreu sem a participação da prefeitura.
– A prefeitura informou que vem cumprindo regularmente todas as suas obrigações financeiras com o sistema de transporte público, realizando os repasses do subsídio às empresas em dia, sem qualquer dedução ou atraso.
– Nova reunião agendada para 20 de março, na sede da Promotoria de Justiça, para avaliar a resposta do município quanto ao pagamento dos subsídios e discutir temas correlatos ao sistema de transporte.
O que isso muda na prática: As divergências expostas impactam o “cenário político” local e a sustentabilidade do transporte. A próxima reunião será crucial para definir a continuidade do diálogo e buscar soluções duradouras para o sistema de transporte coletivo de São Luís.