📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- A TIVIT implementou uma tecnologia que revela fraudes biométricas antes indetectáveis.
- Instituições financeiras agora conseguem identificar ataques de injeção biométrica e manipulação de ambiente.
- A biometria facial tradicional precisa de complementos para garantir a segurança contra novas ameaças.
- A regulamentação brasileira já exige detecção de deepfake e bloqueio de injeção biométrica.
A TIVIT, multinacional de tecnologia, anunciou a detecção de um volume significativo de fraudes biométricas que, até então, eram aprovadas como acessos legítimos em instituições financeiras. Essa visibilidade é resultado da implementação de novas ferramentas capazes de identificar ataques de injeção biométrica e verificar a integridade do ambiente de autenticação.
O que é injeção biométrica?
A injeção biométrica ocorre quando criminosos inserem imagens ou vídeos sintéticos diretamente no fluxo de captura da câmera, sem a presença física da pessoa. Sistemas tradicionais de biometria facial não conseguem distinguir se a imagem é real ou foi inserida artificialmente. As novas camadas de proteção da TIVIT analisam a origem da captura e a integridade do dispositivo, identificando o uso de câmeras virtuais ou emuladores.
Fraudes biométricas exigem reforço na segurança
A biometria facial simples, que verifica apenas se o rosto corresponde ao cadastro, não é mais suficiente para combater a sofisticação das fraudes. É crucial complementar essa análise com mecanismos que detectem a origem da imagem e identifiquem manipulações como deepfakes. Segundo Thiago Tanaka, diretor de Cibersegurança da TIVIT, a fraude finalmente ficou visível com as novas tecnologias.
Regulamentação acompanha a evolução dos ataques
A evolução das tecnologias de detecção ocorre em paralelo com a regulamentação brasileira. A Instrução Normativa ITI nº 36/2026, por exemplo, já aborda ameaças como deepfake e injeção biométrica em processos de validação de identidade. A norma estabelece requisitos para prova de vida e bloqueio desses ataques, refletindo a necessidade de sistemas mais robustos.
A adoção dessas tecnologias pela TIVIT e a atualização regulatória indicam uma mudança na forma como o mercado percebe e combate fraudes. Empresas e usuários devem estar atentos à necessidade de sistemas de segurança biométrica mais robustos e multifacetados para proteger dados e acessos.