Mais de 20 milhões de argentinos enfrentam dívidas, com 6 milhões em atraso, revelando um cenário econômico desafiador e a pressão sobre as famílias. Este número representa que um em cada três cidadãos do país tem problemas para quitar seus débitos.
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Escala do endividamento no país
Dados do Banco Central da Argentina e de consultorias locais indicam que, dos 20 milhões de pessoas endividadas, 6 milhões estão em mora, ou seja, com pagamentos atrasados há mais de 90 dias. Destes, cerca de 3,5 milhões são considerados com dívidas irrecuperáveis, tornando-as praticamente impagáveis para os devedores.
Reação do governo e protestos
Em Buenos Aires, uma marcha de cidadãos endividados ocorreu em agosto, reivindicando mecanismos de refinanciamento. O governo do presidente Javier Milei, por sua vez, classificou a situação como uma “questão entre entes privados”, e o próprio presidente atribuiu parte do endividamento à compra de televisores para a Copa do Mundo, questionando se alguém havia forçado os devedores a se endividarem.
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Impacto nas famílias argentinas
As dívidas abrangem bancos, carteiras digitais e até agiotas. Muitos cidadãos, como Eliana Yaynes e Iván Venencio, relatam que a situação se tornou “impagável”. A perda de renda, eventos inesperados e o aumento contínuo dos custos básicos agravam a incapacidade de honrar os compromissos financeiros, empurrando as famílias para uma espiral de débitos crescentes.
A crise de endividamento na Argentina persiste, com o governo mantendo sua postura de não intervenção, enquanto milhões de famílias buscam soluções para sair da espiral de débitos crescentes. Para mais informações sobre a economia argentina, consulte o Banco Central da República Argentina.