O governo interino do Rio de Janeiro está empenhado em reverter um déficit orçamentário projetado em quase R$ 19 bilhões para 2026. A meta é estabilizar as finanças estaduais após um período de desaceleração da arrecadação.
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Desafios do déficit RJ e medidas de reversão
Os indicadores fiscais do Rio de Janeiro perderam fôlego após um pico em 2021, impulsionado por receitas extraordinárias da concessão da Cedae e do setor de petróleo. Nos anos seguintes, o desempenho desacelerou, culminando em um déficit de R$ 2,5 bilhões em 2024, conforme dados da Secretaria de Fazenda.
O governo interino, liderado pelo desembargador Ricardo Couto desde março, busca agora transformar a projeção de rombo em superávit até o fim do ano. As estratégias incluem o aumento da arrecadação de ICMS e royalties do petróleo, impulsionado pela guerra no Irã.
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Estratégias para equilibrar as finanças estaduais
Para conter o déficit RJ, a gestão interina aderiu em junho ao Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), que permite a renegociação de débitos com a União. Além disso, foram anunciadas medidas rigorosas de contenção de gastos, como a revisão de contratos e exonerações.
A posse de Couto ocorreu após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, e sua permanência no cargo foi assegurada por uma liminar do ministro Cristiano Zanin, do STF. O esforço é para reverter a tendência de queda que se seguiu ao superávit de R$ 16,8 bilhões registrado em 2021.
O acompanhamento das medidas e o impacto na arrecadação serão cruciais para determinar se o estado conseguirá fechar o ano com as contas equilibradas ou em superávit. Mais detalhes sobre a situação fiscal podem ser consultados na Secretaria de Fazenda do RJ.