Quatro usinas de etanol descredenciadas pela Secretaria da Fazenda de São Paulo registraram um **aumento de 46% no volume de vendas** entre janeiro e julho de 2026, comparado ao ano anterior. O crescimento acende um alerta para as autoridades e o setor, que veem risco de fraude tributária e concorrência desleal.
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## Vendas sob investigação da Operação Carbono Oculto
O levantamento, obtido por coluna especializada, aponta que as usinas Itajobi Açúcar e Álcool, Usina Carolo, Usina Rio Pardo e Comanche Biocombustíveis de Santa Anita estão citadas na **Operação Carbono Oculto**. Esta investigação apura **fraudes no mercado de combustíveis** e já cumpriu 23 mandados de busca e apreensão na região de Ribeirão Preto. Duas das empresas, Itajobi e Usina Carolo, enfrentam grave crise financeira, com a primeira buscando reestruturação de dívida bilionária e a segunda tendo suspendido atividades.
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## Risco de perda tributária e “barrigas de aluguel”
O descredenciamento dessas usinas muda a dinâmica do recolhimento de impostos, transferindo a responsabilidade tributária para as distribuidoras. A preocupação das autoridades é que essas distribuidoras possam ser **”barrigas de aluguel”**, empresas fictícias criadas para não pagar os tributos devidos. Entidades do segmento alertam para um potencial de **perda arrecadatória de até R$ 602 milhões por ano** e para a assimetria concorrencial com as empresas que operam regularmente.
## Setor exige suspensão de benefícios
Diante do cenário, empresas que atuam dentro da legalidade reivindicam a **suspensão de benefícios fiscais** a agentes não credenciados. O objetivo é impedir que a responsabilidade do pagamento de impostos seja transferida para as distribuidoras, garantindo maior transparência e equidade no mercado. As autoridades seguem monitorando o setor para coibir práticas ilegais e proteger a arrecadação.