A Coteminas (CTNM3) e a Ammo Varejo enfrentam uma nova complicação em sua recuperação judicial, com a cobrança de R$ 346,5 mil em aluguéis e encargos de um imóvel na Bahia. A inadimplência, após um acordo prévio, intensifica a pressão sobre as empresas.
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Débito em atraso e acordo descumprido
A proprietária do imóvel, localizado na Bahia, informou à Justiça que as companhias já haviam reconhecido parte dos débitos e firmado um acordo para regularizar os pagamentos. Contudo, as parcelas com vencimento em julho e agosto não foram quitadas, elevando o montante devido.
O acordo inicial previa uma entrada de R$ 100 mil, seguida por três parcelas de R$ 33,6 mil. A falta de pagamento dessas parcelas, somada a novos aluguéis e encargos de IPTU, fez com que a dívida provisória saltasse de R$ 334,5 mil para os atuais R$ 346,5 mil.
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Devolução do imóvel e risco de falência
Coteminas e Ammo devolveram o imóvel em 29 de agosto, mas os valores referentes ao período de ocupação permanecem pendentes. A proprietária argumenta que o problema não é um caso isolado, indicando um padrão de descumprimento de obrigações mesmo após renegociações.
Este cenário aumenta a pressão sobre as empresas, que já estão em recuperação judicial. O descumprimento contínuo das obrigações e a dificuldade em regularizar as dívidas podem levar a Justiça a considerar a inviabilidade da recuperação, elevando o risco de falência. Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar, comanda a Coteminas.
A proprietária solicita que a Justiça adote medidas cabíveis caso Coteminas e Ammo não comprovem a quitação dos débitos, marcando um próximo capítulo importante para o futuro das companhias.