Os investimentos de pessoas físicas no Brasil alcançaram R$ 9,1 trilhões no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 6,4%. Esse avanço significativo foi puxado principalmente por aplicações em títulos públicos e CDBs, refletindo a busca por rentabilidade em um cenário de juros elevados.
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Principais aplicações e valores
Os títulos públicos registraram um aumento de 32,9%, adicionando R$ 86,6 bilhões ao montante total. Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) também tiveram alta expressiva de 8,5%, com um aporte de R$ 113,1 bilhões no período, segundo dados da Anbima.
O impacto da taxa Selic
O cenário de taxa Selic a 14% ao ano tornou a renda fixa altamente atrativa para os investidores. Produtos como o Tesouro Selic e CDBs pós-fixados, que acompanham a taxa básica de juros ou o CDI, oferecem menor risco e são ideais para reservas de emergência. A previsão do Boletim Focus é que a Selic encerre 2026 em 13,75%, mantendo a competitividade da renda fixa.
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Renda variável e ETFs em destaque
A renda fixa dominou o período, representando 60% do volume total investido, ou R$ 5,5 trilhões. A renda variável também cresceu, mas em ritmo menor, com alta de 2%, totalizando R$ 1,13 trilhão. Destaque para os ETFs (fundos de índice), que expandiram 38,8%, atingindo R$ 25,4 bilhões e liderando a expansão entre as categorias de fundos.
A expectativa de juros ainda altos sugere que a renda fixa continuará sendo uma opção vantajosa para os investidores, enquanto a renda variável, apesar de avanços pontuais, pode enfrentar limites na concorrência por capital. Acompanhe as próximas divulgações da Anbima para entender os desdobramentos.