A União Europeia (UE) suspendeu a importação de **carne bovina**, ovos e outras aves do Brasil a partir desta quinta-feira (3). A medida, que impacta diretamente o setor agropecuário nacional, exige que o país apresente garantias sanitárias sobre o uso de antibióticos na produção.
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A decisão foi anunciada em maio e formalizada em junho pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Apesar das tratativas diplomáticas, o bloco não flexibilizou a determinação de retirar o Brasil da lista de países autorizados a vender esses produtos.
Motivo da suspensão e exigências da UE
A UE cobra garantias de cumprimento de suas normas sanitárias, especialmente em relação ao uso de **antibióticos na pecuária**. O Brasil foi retirado de uma lista de países que cumprem as regras europeias sobre o tema, em meio à política do bloco de combate à resistência dos microrganismos a medicamentos.
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As regras europeias proíbem o uso de antibióticos para estimular o crescimento dos animais e restringem antimicrobianos reservados ao tratamento de infecções em humanos.
Impacto nas exportações brasileiras
A União Europeia representa um **mercado estratégico** para o Brasil, especialmente devido ao alto valor agregado e ao perfil específico dos cortes comercializados. Não há uma substituição automática para este mercado.
Entre janeiro e julho de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina para a UE somaram **63,7 mil toneladas**, gerando **US$ 562,2 milhões**. Este volume representou 3,24% do total exportado pelo Brasil e 4,92% da receita do setor no período.
Esforços para reverter a medida
Entidades brasileiras e o governo federal se mobilizam para reverter a suspensão. Um porta-voz da UE afirmou que o Brasil é um parceiro importante e que as exportações poderão ser retomadas assim que o cumprimento das normas for comprovado.
O setor agora foca em demonstrar a adequação às exigências europeias para reabrir este mercado crucial.