O Grupo Casas Bahia solicitou à Justiça de São Paulo nova proteção para evitar a suspensão de contratos considerados essenciais à sua operação. A medida, classificada como **imprescindível e urgente**, visa blindar a varejista de ameaças de fornecedores em meio ao seu processo de recuperação judicial.
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Varejista busca estender blindagem judicial
A nova solicitação da Casas Bahia abrange contratos de fornecimento de **energia elétrica e gás**, infraestrutura, telecomunicações e assistência de saúde para colaboradores e ex-colaboradores. Anteriormente, a Justiça já havia proibido a interrupção de serviços como energia, água, tecnologia, segurança e aluguel de imóveis.
Ameaças de fornecedores e multas propostas
No documento enviado à Justiça, a empresa alegou ter recebido **ameaças de suspensão e interrupção** por parte de fornecedores. Alguns desses fornecedores já haviam sido citados no pedido inicial de recuperação, mas com contratos essenciais não detalhados, enquanto outros são novos. Um dos contratos críticos envolve o abastecimento energético de cerca de **25% do parque** de lojas do grupo.
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Para garantir o cumprimento da ordem judicial, a Casas Bahia pleiteia uma **multa de R$ 50 mil** por cada nova ameaça de suspensão ou interrupção dos serviços e **R$ 100 mil** em caso de efetivo descumprimento da determinação.
Contexto da recuperação judicial
A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial em 17 de agosto, declarando uma dívida de **R$ 17,3 bilhões**. Dez empresas da holding, incluindo as marcas Casas Bahia, Ponto Frio, o e-commerce Extra.com e a fabricante de móveis Bartira, fazem parte da ação. Recentemente, a Justiça concedeu uma **blindagem temporária de 180 dias** contra ações judiciais e cobranças de dívidas, protegendo o patrimônio da empresa durante a reestruturação.