Os Correios registraram um prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, um aumento de 30,36% em relação ao ano anterior. Diante do cenário financeiro desafiador, o governo federal já se comprometeu a realizar um aporte de capital bilionário na estatal.
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Balanço financeiro dos Correios
O resultado negativo do primeiro semestre de 2026 representa uma alta significativa comparado aos R$ 4,26 bilhões de prejuízo no mesmo período de 2025. No segundo trimestre de 2026, o prejuízo foi de R$ 2,39 bilhões, uma leve queda de 5,5% em relação ao trimestre anterior.
A receita líquida de vendas e serviços no segundo trimestre alcançou R$ 4,01 bilhões, indicando uma redução de 5,41% frente ao ano anterior, mas com um crescimento de 3,8% em comparação ao primeiro trimestre de 2026.
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Plano de reestruturação da estatal
A administração dos Correios atribui os resultados à fase de implementação de um plano de reestruturação. Este plano inclui a revisão de despesas e contratos, reorganização interna, busca por maior eficiência operacional e medidas para aumentar a geração de receitas.
A empresa enfatiza a necessidade de continuidade dessas ações para uma recuperação sustentável, focando na modernização do modelo de negócios, segundo nota que acompanha os resultados.
Aporte bilionário do governo federal
Para auxiliar na recuperação, o governo federal assumiu o compromisso de injetar R$ 6 bilhões nos Correios até o final de 2027. Este aporte está previsto no contrato de um empréstimo de R$ 12 bilhões que a estatal obteve no ano passado, com garantia do Tesouro Nacional.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, confirmou que a proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 incluirá este montante.
A injeção de capital e as medidas de reestruturação serão cruciais para a estabilidade financeira dos Correios nos próximos anos, com os desdobramentos a serem acompanhados de perto até 2027.