📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 0,22% em julho, alcançando R$ 9,288 trilhões.
- O aumento foi impulsionado pela apropriação de juros, apesar do resgate de títulos.
- A dívida externa registrou queda de 2,12%, enquanto o “colchão” de reserva atingiu o maior nível desde 2015.
A Dívida Pública Federal (DPF) registrou um aumento de 0,22% em julho, atingindo R$ 9,288 trilhões, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O crescimento foi influenciado principalmente pela incidência de juros, mesmo com a recompra de títulos.
Juros impulsionam endividamento
A alta da DPF foi motivada pela apropriação de R$ 89,95 bilhões em juros, que são incorporados ao estoque da dívida mensalmente. Este fator superou o resgate de R$ 61,91 bilhões em títulos, especialmente os prefixados. A Taxa Selic em 14% ao ano continua a pressionar o custo do endividamento governamental.
Dívida externa e colchão financeiro
Em contraste, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) apresentou queda de 2,12%, passando para R$ 340,06 bilhões em julho, reflexo da desvalorização de 1,92% do dólar no período. O “colchão” da dívida, reserva financeira do governo, alcançou R$ 1,346 trilhão, o maior valor desde 2015, cobrindo 7,81 meses de vencimentos futuros.
Composição e prazo médio
A composição da DPF também mudou, com os títulos vinculados à Selic crescendo para 51,11% e os prefixados diminuindo para 19,22%. O prazo médio da DPF, que indica a confiança dos investidores, subiu ligeiramente de 4,01 para 4,05 anos. A participação de estrangeiros na dívida interna caiu de 9,95% para 9,82%.
Apesar do aumento em julho, a Dívida Pública Federal permanece abaixo da projeção máxima do Plano Anual de Financiamento (PAF), que prevê um estoque da DPF entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões para o final de 2026. O Tesouro Nacional segue monitorando os indicadores e a composição da dívida para gerenciar os compromissos financeiros do governo.