đ O RESUMO DA NOTĂCIA:
- Bancos preveem aumento da inadimplĂȘncia no terceiro trimestre de 2026.
- Apesar do programa Desenrola, a qualidade do crédito deve se deteriorar.
- Oferta de crĂ©dito deve continuar restritiva para empresas e estĂĄvel para pessoas fĂsicas.
- Micro e pequenas empresas e crédito habitacional sentirão mais o aperto.
InstituiçÔes financeiras no Brasil esperam uma nova piora na inadimplĂȘncia durante o terceiro trimestre de 2026, conforme a Pesquisa Trimestral de CondiçÔes de CrĂ©dito (PTC) do Banco Central. Mesmo com a atuação do programa Desenrola, a cautela dos bancos com o risco de crĂ©dito se mantĂ©m, impactando a oferta para empresas e pessoas fĂsicas.
Aperto no crédito persiste
A pesquisa do Banco Central indica que, embora a demanda por crĂ©dito permaneça forte, os bancos estĂŁo menos dispostos a assumir riscos. A oferta de dinheiro deve seguir restritiva para empresas e se estabilizar para pessoas fĂsicas no prĂłximo trimestre.
InadimplĂȘncia afeta empresas e pessoas fĂsicas
A inadimplĂȘncia Ă© o principal fator que restringe a concessĂŁo de crĂ©dito. Micro, pequenas e mĂ©dias empresas (MPMEs) devem enfrentar um ambiente mais difĂcil. Para pessoas fĂsicas, o custo de captação e a menor tolerĂąncia ao risco limitarĂŁo a oferta, apesar do mercado de trabalho ainda sustentar a demanda. O crĂ©dito habitacional tambĂ©m pode sofrer um aperto.
Desenrola nĂŁo resolve tudo
O programa Desenrola Brasil jĂĄ renegociou R$ 25,51 bilhĂ”es em dĂvidas atĂ© agosto, oferecendo descontos e novas condiçÔes. Contudo, a avaliação das instituiçÔes financeiras, segundo a PTC, Ă© que essas iniciativas, embora ajudem, ainda nĂŁo encerram o problema da qualidade do crĂ©dito no paĂs.
A contĂnua deterioração da inadimplĂȘncia, mesmo que em ritmo menor, sinaliza que a cautela dos bancos deve persistir, exigindo atenção de consumidores e empresas ao buscar novas linhas de crĂ©dito nos prĂłximos meses.