📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- O presidente Donald Trump assinou um decreto para aumentar temporariamente a importação de aparas de carne bovina magra.
- A medida adiciona 300 mil toneladas métricas de carne sem tarifa ao mercado americano.
- O objetivo é conter os preços recordes da carne, que subiram 18% em um ano nos EUA.
- Pecuaristas americanos criticam a decisão, alertando para possíveis prejuízos ao setor.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto para ampliar temporariamente a importação de aparas de carne bovina magra, uma medida que visa combater a escalada de preços para os consumidores americanos. O decreto libera a entrada de 300 mil toneladas métricas adicionais sem cobrança de tarifa.
A decisão surge em um cenário de preços recordes da carne bovina no país, impulsionados por secas e incêndios florestais que reduziram a oferta de gado ao menor nível em 75 anos. Em janeiro deste ano, o quilo da carne moída atingiu US$ 6,759, um aumento de 18% em relação ao ano anterior, segundo dados do Federal Reserve Economic Data. A inflação da carne foi de 9,4% nos 12 meses encerrados em julho, conforme o Departamento do Trabalho.
A medida, contudo, enfrenta forte oposição do setor agropecuário americano. A American Farm Bureau Federation, principal entidade representativa, enviou uma carta a Trump afirmando que a redução das tarifas “prejudicaria os pecuaristas dos Estados Unidos”.
Além da questão dos preços, Trump também abordou acusações de monopólio no setor de processamento de carne, mencionando que “só escuta coisas ruins” sobre as quatro maiores empresas do segmento, incluindo duas brasileiras. O debate sobre a estrutura do mercado e as regulamentações federais para pequenos produtores continua.
Com o decreto, a Casa Branca busca aliviar o bolso do consumidor, enquanto o setor agropecuário expressa preocupação com o impacto nos produtores locais e a discussão sobre a concentração de mercado ganha novos contornos.