📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
* A economia brasileira cresceu 0,3% no segundo trimestre de 2026, segundo estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV).
* O resultado representa uma desaceleração em relação ao primeiro trimestre, que registrou alta de 1%.
* O consumo das famílias foi o principal motor do crescimento, enquanto agropecuária, indústria e serviços perderam força.
* O dado oficial do PIB do segundo trimestre será divulgado pelo IBGE em 1º de setembro.
A economia brasileira mostrou sinais de desaceleração no segundo trimestre de 2026, com um crescimento estimado em 0,3% pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Este resultado, impulsionado principalmente pelo consumo das famílias, indica uma perda de fôlego após o avanço de 1% registrado no trimestre anterior.
Desaceleração da atividade econômica
O Monitor do PIB da FGV apontou que a atividade econômica recuou 1,1% na passagem de maio para junho. Apesar disso, o segundo trimestre fechou com um crescimento positivo de 0,3%, marcando o 20º resultado consecutivo de alta.
A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destacou que a desaceleração foi sentida nas três grandes atividades econômicas: agropecuária, indústria e serviços. Apenas o consumo das famílias manteve o ritmo de crescimento do início do ano, impulsionado por serviços e produtos duráveis.
Consumo como motor e fatores de risco
No segundo trimestre, o consumo das famílias cresceu 2,6% em comparação com os três primeiros meses de 2026. As exportações subiram 4,5% e as importações, 5,7%, contribuindo para o desempenho positivo.
Contudo, o cenário macroeconômico é desafiador, influenciado pela elevação do preço do barril do petróleo, juros em patamares elevados no Brasil e o alto endividamento da população. A taxa Selic, por exemplo, foi reduzida para 14% ao ano no início de agosto, mas ainda se mantém alta para conter a inflação.
Próximos passos e expectativas
Outro indicador, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), também apontou recuo de 0,6% em junho. O BC projeta uma expansão de 0,2% no segundo trimestre e alta de 1,5% em 12 meses.
O resultado oficial do PIB do segundo trimestre de 2026 será apresentado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1º de setembro. As projeções de mercado para o PIB de 2026 variam entre 1,98% (Relatório Focus) e 2,3% (Ministério da Fazenda).
O mercado aguarda a divulgação oficial do IBGE para confirmar a extensão da desaceleração econômica e ajustar as expectativas para o restante do ano. O estudo mensal é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, que faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) com base em dados de diversos setores.