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Pix já pode ser usado em 8 países: veja onde brasileiros conseguem pagar sem cartão

Por Julio Cesar de Castro
3 de agosto de 2026
em Brasil, Economia, Mundo
Pix já pode ser usado em 8 países: veja onde brasileiros conseguem pagar sem cartão

O Resumo

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O Pix, que revolucionou a forma como milhões de brasileiros fazem pagamentos no dia a dia, agora também começa a ultrapassar as fronteiras do país. Já é possível utilizar o sistema em estabelecimentos de oito países, permitindo que turistas brasileiros façam compras diretamente pelo celular, sem precisar sacar dinheiro em espécie ou utilizar cartão em diversas situações.

Apesar da novidade, muita gente ainda tem dúvidas sobre como esse pagamento funciona no exterior, se qualquer brasileiro pode utilizar o serviço e quais são as limitações.

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A seguir, O Resumo explica tudo de forma simples.

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O QUE MUDA PARA VOCÊ

Pix no exterior: como pagar e o que conferir antes de confirmar

Brasileiros já conseguem pagar com Pix em estabelecimentos conveniados de oito países. A operação parece igual à feita no Brasil, mas envolve conversão cambial e empresas intermediárias. Clique nas perguntas para entender.
🌍 Em quais países já é possível pagar com Pix?

As soluções citadas estão disponíveis em estabelecimentos participantes de Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França. A aceitação não é geral: depende da loja e da empresa de pagamentos parceira.

📱 Como o pagamento é feito?

O estabelecimento apresenta um QR Code. O brasileiro abre o aplicativo de seu banco, escaneia o código, confere o valor convertido para reais e autoriza a operação. O comerciante recebe na moeda local.

🏦 Preciso ter conta em banco estrangeiro?

Não. O pagamento parte de uma conta brasileira compatível com o serviço. O consumidor usa o aplicativo do próprio banco, sem precisar abrir conta no país visitado.

💱 Existe conversão de moeda?

Sim. Uma empresa intermediária converte o valor da moeda estrangeira para reais. Antes de confirmar, confira o total cobrado, a cotação utilizada e eventuais tarifas incluídas na operação.

💳 O Pix é sempre mais barato que o cartão?

Não necessariamente. O resultado depende da cotação, das tarifas do intermediário e das condições do cartão. O Pix permite conhecer o valor final em reais antes da confirmação, enquanto o cartão pode oferecer pontos, milhas, seguros ou outras vantagens.

🔐 Como evitar golpes durante a viagem?

Confira o nome do recebedor, o valor convertido e os dados exibidos no aplicativo antes de autorizar. Não faça pagamentos por links enviados por desconhecidos e desconfie de QR Codes colados sobre os originais.

Importante: isso não significa que o Pix tenha se tornado um sistema oficial de pagamentos dos oito países. A operação depende de empresas privadas que conectam o Pix brasileiro ao comerciante estrangeiro.
Resumo rápido
✅ O pagamento sai de uma conta bancária brasileira
✅ O lojista recebe na moeda local
✅ O valor convertido aparece antes da confirmação
✅ A aceitação depende de estabelecimentos conveniados
✅ Pode haver tarifa ou diferença de câmbio
✅ Vale comparar com o custo do cartão internacional
Fontes: Banco Central e empresas de pagamentos internacionais

O que muda na prática?

Hoje, brasileiros já conseguem realizar pagamentos via Pix em estabelecimentos participantes de:

  • 🇦🇷 Argentina
  • 🇨🇱 Chile
  • 🇺🇾 Uruguai
  • 🇵🇾 Paraguai
  • 🇺🇸 Estados Unidos
  • 🇵🇹 Portugal
  • 🇪🇸 Espanha
  • 🇫🇷 França

Na prática, o consumidor faz o pagamento utilizando o aplicativo do banco brasileiro, enquanto a conversão da moeda é realizada automaticamente pela instituição parceira. O comerciante recebe em moeda local, enquanto o cliente visualiza o valor final em reais antes da confirmação da compra.


Não é o Pix “oficial” funcionando no mundo inteiro

Esse é um detalhe importante.

O sistema do Banco Central continua sendo brasileiro. O que acontece é que empresas especializadas em pagamentos internacionais passaram a integrar suas plataformas ao Pix, permitindo que brasileiros paguem em estabelecimentos conveniados no exterior.

Ou seja:

  • o turista continua pagando com Pix;
  • o lojista recebe na moeda local;
  • uma empresa intermediária realiza toda a conversão cambial.

Isso significa que a disponibilidade ainda depende dos parceiros comerciais e dos estabelecimentos participantes, e não de uma expansão oficial do Pix pelo Banco Central.


Como funciona na hora da compra?

O processo costuma ser bastante simples.

Em vez de inserir um cartão internacional, o consumidor:

  1. escolhe pagar por Pix;
  2. escaneia o QR Code apresentado pelo estabelecimento;
  3. confere o valor convertido para reais;
  4. autoriza o pagamento pelo aplicativo do banco.

Em poucos segundos, a operação é concluída.


Preciso abrir conta em banco estrangeiro?

Não.

Quem já possui uma conta em banco brasileiro participante pode utilizar normalmente o aplicativo da instituição financeira, desde que esteja comprando em um estabelecimento parceiro da solução internacional.


Vale mais a pena do que usar cartão?

Depende.

Em muitas situações, o Pix pode oferecer vantagens como:

  • visualização do valor final em reais antes do pagamento;
  • pagamento instantâneo;
  • dispensa do uso do cartão físico;
  • menor burocracia para pequenas compras.

Por outro lado, cartões internacionais ainda podem oferecer benefícios como programas de pontos, milhas, seguros de viagem e maior aceitação em estabelecimentos que ainda não trabalham com soluções integradas ao Pix.

Por isso, durante viagens internacionais, as duas formas de pagamento podem ser complementares.


O Pix continua crescendo

Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix já se tornou o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros.

Segundo o Banco Central:

  • mais de 170 milhões de pessoas físicas já utilizaram o sistema;
  • somente em maio de 2026 foram realizadas mais de 7 bilhões de transações;
  • o volume movimentado ultrapassou R$ 3 trilhões em um único mês.

Esses números ajudam a explicar por que empresas internacionais passaram a desenvolver soluções para atender turistas brasileiros.


O Pix vai funcionar em mais países?

A tendência é que sim.

O Banco do Brasil já havia lançado, por exemplo, uma solução de pagamentos via Pix para brasileiros na Argentina e informou que avalia expandir o modelo para outros países da América, Europa e Ásia, especialmente regiões com grande presença de brasileiros.

Além disso, especialistas apontam que o sucesso do sistema brasileiro despertou interesse internacional, tornando o Pix uma referência em pagamentos instantâneos.

Resumindo.

O Pix começa a dar seus primeiros passos fora do Brasil, tornando as viagens internacionais mais práticas para muitos brasileiros. Embora o sistema ainda dependa de empresas parceiras e estabelecimentos conveniados, a possibilidade de pagar diretamente pelo celular, com conversão para reais antes da confirmação da compra, representa uma alternativa cada vez mais interessante ao cartão internacional em determinadas situações.

Se a expansão continuar no ritmo atual, a tendência é que o número de países e estabelecimentos compatíveis aumente nos próximos anos, ampliando ainda mais o alcance de uma tecnologia que já transformou a forma de pagar dentro do Brasil.

Tags: BrasilEconomiaPix
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