O Resumo
  • Home
  • Brasil
    • Rio
  • Cultura
  • Economia
  • Curiosidades
  • Entretenimento
  • Justiça
  • Mercado
  • Política
  • Tecnologia
No Result
View All Result
  • Home
  • Brasil
    • Rio
  • Cultura
  • Economia
  • Curiosidades
  • Entretenimento
  • Justiça
  • Mercado
  • Política
  • Tecnologia
No Result
View All Result
O Resumo
No Result
View All Result
Home Notícias

Estudo Revela Quilombolas Lideram Justiça Climática e Social no Brasil

Por Gabi Gaspar
12 de março de 2026
em Notícias
Estudo Revela Quilombolas Lideram Justiça Climática e Social no Brasil

© Weverson Paulino

Compartilhe no WhatsApp

Uma nova pesquisa do Instituto Sumaúma mapeou entidades quilombolas em todo o país, revelando que esta população está fortemente alinhada a agendas de justiça climática, racial e territorial. Divulgado nesta sexta-feira (14 de junho), o estudo destaca o papel crucial desses povos na sustentabilidade e combate às desigualdades no cenário nacional. O Resumo explica e descomplica para você.

Quilombolas Lideram Pautas Cruciais: Detalhes do Estudo

O levantamento do Instituto Sumaúma, organização focada em pesquisa de impacto social e apoio a grupos historicamente marginalizados, identificou como as comunidades quilombolas articulam práticas culturais e comunicacionais, colocando-as na vanguarda das discussões sobre justiça socioambiental no Brasil.

– Juliane Sousa, pesquisadora quilombola e consultora da pesquisa, enfatiza que o estudo é fundamental por reconhecer e visibilizar as ações de comunicação e cultura empenhadas há muito tempo pela população quilombola.

– A pesquisadora relembra que o primeiro Censo do IBGE a identificar especificamente localidades e populações quilombolas foi realizado somente em 2022, evidenciando uma histórica falta de dados e direitos.

O que isso muda na prática: Este reconhecimento fortalece a luta por direitos básicos como educação, saúde e alimentação para a população quilombola. Além disso, o mapeamento abre portas para o acesso a editais e financiamentos, legitimando as ações e iniciativas das comunidades em todo o país.

Metodologia e Abrangência da Pesquisa

Para compilar os dados, o Instituto Sumaúma utilizou uma abordagem multifacetada, consultando agentes e lideranças quilombolas para entender as dinâmicas de comunicação e cultura dessas comunidades.

– Foram consultados 53 agentes de comunicação quilombolas por meio de um formulário online em diversas regiões do país.

– Houve a realização de um grupo focal com oito lideranças quilombolas para aprofundamento das discussões.

– As produções de conteúdo mais frequentes incluem registro de comemorações locais (81%), plantio e colheita de alimentos (73,6%), artesanato (68%) e contações de história (64,2%), preservando a memória e tradições.

– Temáticas abordadas nas práticas culturais e comunicacionais, com possibilidade de múltiplas respostas: racismo (87%), políticas públicas (85%), educação (77,4%), problemas ambientais (70%), demarcação territorial (64%), titulação territorial (62,3%), acesso à renda (60%) e justiça climática (53%).

O que isso muda na prática: Os dados quantificam o engajamento quilombola em pautas sociais e ambientais, fornecendo embasamento para a criação de políticas públicas mais assertivas. Isso permite que órgãos governamentais e a sociedade civil compreendam melhor suas prioridades e desenvolvam programas alinhados às suas necessidades.

Desafios na Produção de Conteúdo Digital e Ações de Visibilidade

A pesquisa também lançou luz sobre os obstáculos enfrentados pelos quilombolas na era digital, além de apresentar iniciativas inovadoras para superar a falta de visibilidade e articulação dessas comunidades.

– Em regiões rurais, muitos relataram falta de acesso à internet, dificultando a produção e disseminação de conteúdo digital.

– Limitações financeiras para aquisição de ferramentas e softwares essenciais foram apontadas como um entrave.

– Dificuldades na compreensão e uso de ferramentas digitais também foram mencionadas pelos entrevistados.

– Mais de 40% dos entrevistados afirmaram não receber nenhuma renda pelas atividades culturais e comunicacionais desenvolvidas, evidenciando a necessidade de apoio financeiro.

– Para combater a falta de visibilidade e fortalecer a articulação, o Instituto Sumaúma criou um mapa interativo de acesso aberto, que permite filtrar comunidades por cidade, estado e país.

– Taís Oliveira, fundadora e diretora executiva do Instituto, explica que o mapa facilita o contato com comunicadores e agentes culturais quilombolas, promovendo diálogo e acesso a produtos e serviços das comunidades.

O que isso muda na prática: A superação desses desafios digitais e o aumento da visibilidade através de ferramentas como o mapa interativo são cruciais para a geração de renda, a troca de conhecimentos e o fortalecimento da identidade e autonomia quilombola em um cenário cada vez mais conectado. Isso impacta diretamente o desenvolvimento econômico e social dessas populações.

A Atuação da Rede Kalunga: Exemplo de Liderança Regional

Um dos exemplos práticos da potência da comunicação quilombola é a Rede Kalunga de Comunicação, que atua no maior território quilombola do Brasil, demonstrando a capacidade de auto-representação e valorização cultural.

– A Rede Kalunga de Comunicação, um coletivo de mídia independente, opera desde 2021 e foi um dos participantes do estudo.

– Atua no Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, o maior território quilombola em extensão do Brasil, localizado na região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

– O principal objetivo da rede é contar a história do território a partir da perspectiva interna, por quem a vive, produzindo oficinas, eventos, podcasts, jornal e conteúdos audiovisuais.

– Daniella Teles, comunicóloga e cofundadora da Rede Kalunga, afirma que a iniciativa valoriza o conhecimento dos membros da comunidade e fortalece a autoestima, combatendo a vergonha histórica de se identificar como kalunga devido à estrutura racista.

O que isso muda na prática: Iniciativas como a Rede Kalunga não apenas preservam a cultura e a oralidade, mas também empoderam as comunidades, promovem a ocupação de seus espaços de direito e servem como um farol para a resistência contra o racismo estrutural e a invisibilidade. Isso reverbera no cenário social e político local e nacional, inspirando outras comunidades.

Tags: direitosJustiçaPesquisaquilombolasSumaúma
Postagem anterior

Flamengo vence Cruzeiro no Maracanã e assume 4ª posição no Brasileiro

Próxima postagem

Wagner Moura apresentará Oscar 2026; entenda impacto no Brasil

Leia também

Coco ralado popular é retirado do mercado; veja marca e validade
Notícias

Coco ralado popular é retirado do mercado; veja marca e validade

30 de maio de 2026
Terremoto no Chile causa tremor em São Paulo nesta segunda-feira (26)
Notícias

Terremoto no Chile causa tremor em São Paulo nesta segunda-feira (26)

26 de maio de 2026
Mega-Sena sorteia prêmio estimado em R$ 3,5 milhões nesta terça-feira
Notícias

Mega-Sena sorteia prêmio estimado em R$ 3,5 milhões nesta terça-feira

26 de maio de 2026
Prêmio Bunge de R$ 200 mil destaca agricultura familiar e combate à seca
Notícias

Prêmio Bunge de R$ 200 mil destaca agricultura familiar e combate à seca

26 de maio de 2026
Dia da África: China Expande Influência e Impulsiona Crescimento no Continente
Notícias

Dia da África: China Expande Influência e Impulsiona Crescimento no Continente

25 de maio de 2026
Mega-Sena 30 Anos: Rio e Fortaleza dividem R$ 336,3 milhões
Notícias

Mega-Sena 30 Anos: Rio e Fortaleza dividem R$ 336,3 milhões

25 de maio de 2026
Próxima postagem
Wagner Moura apresentará Oscar 2026; entenda impacto no Brasil

Wagner Moura apresentará Oscar 2026; entenda impacto no Brasil

Nova regra da lei do silêncio viraliza nas redes; entenda o que vale

Nova regra da lei do silêncio viraliza nas redes; entenda o que vale

11 de junho de 2026
Itaú emite comunicado para todos os clientes agora no Carnaval

Banco é punido após reclamações de clientes: entenda o caso do Itaú

11 de junho de 2026
Copa do Mundo 2026 começa hoje: veja tudo o que vai acontecer e como acompanhar

Copa do Mundo 2026 começa hoje: veja tudo o que vai acontecer e como acompanhar

11 de junho de 2026
Jairinho é condenado a 43 anos e Monique recebe perdão judicial: entenda a decisão

Jairinho é condenado a 43 anos e Monique recebe perdão judicial: entenda a decisão

4 de junho de 2026
Freepik

EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos do Brasil: entenda o que pode mudar

2 de junho de 2026
Aeroporto de Brasília

Falha em comunicação afeta voos no Brasil: entenda o que aconteceu e seus direitos

2 de junho de 2026

O Resumo é um portal jornalístico digital que reúne notícias do Brasil e do mundo, com foco em explicar, contextualizar e resumir os temas mais relevantes do cotidiano de forma clara, acessível e responsável.

O portal integra o Grupo NRB de Comunicação e é operado pela NRB EDITORA LTDA (CNPJ 21.554.570/0001-01), com sede em Niterói (RJ). O compromisso editorial do O Resumo é com a informação de interesse público, a clareza jornalística e o respeito ao leitor.

Para conhecer nossos princípios editoriais, critérios jornalísticos e políticas institucionais, convidamos o leitor a acessar as páginas Quem Somos, Linha Editorial, Transparência Editorial, Política de Privacidade, Termos de Uso, Política de Correções e Contato. Esses conteúdos reforçam nosso compromisso com a informação responsável, a ética jornalística e a transparência na relação com o público.

  • Quem Somos
  • Linha Editorial
  • Transparência Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Política de Correções
  • Contato
  • NRB

O Resumo © 2026 Todos os direitos reservados.

No Result
View All Result
  • Brasil
    • Rio
  • Cultura
  • Curiosidades
  • Economia
  • Entretenimento
  • Justiça
  • Mercado
  • Política
  • Tecnologia

O Resumo © 2026 Todos os direitos reservados.