O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (13), um reajuste de 15% nos repasses para hospitais e clínicas que realizam Terapia Renal Substitutiva (TRS), incluindo a hemodiálise, no Sistema Único de Saúde (SUS). O investimento de R$ 860 milhões visa otimizar o atendimento de milhares de pacientes renais em todo o país e reduzir o tempo de espera pelo tratamento. O Resumo explica e descomplica para você.
Ministério da Saúde Amplia Repasse em R$ 860 Milhões para Tratamentos Renais
Em comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira (13), o Ministério da Saúde confirmou o aumento de 15% nos valores destinados a unidades de saúde que oferecem a Terapia Renal Substitutiva (TRS) por meio do SUS. O montante totaliza R$ 860 milhões, com o propósito de impactar diretamente a capacidade de atendimento e a infraestrutura do setor.
Os recursos serão direcionados para 781 hospitais e clínicas já credenciados que atendem pacientes do SUS, e também para habilitar 48 novos serviços de TRS distribuídos em 16 estados brasileiros, expandindo a capilaridade da rede pública. Essa iniciativa integra o programa “Agora Tem Especialistas”, que tem como meta principal diminuir o tempo de espera dos pacientes por procedimentos vitais.
O que isso muda na prática: Milhares de pacientes com doença renal crônica terão um acesso mais rápido e eficiente a tratamentos como a hemodiálise, melhorando a qualidade de vida e a capacidade de atendimento do SUS em diversas regiões do Brasil.
Detalhes do Reajuste: Hemodiálise e Outras Terapias Renais Contempladas
A remuneração por sessão de hemodiálise, procedimento fundamental para a manutenção da vida de muitos, passará a ter um valor de R$ 277,12. Este novo montante representa um aumento de 26,84% em comparação com os R$ 218,47 praticados em 2022, e o reajuste entrará em vigor já em março.
O secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, esclareceu que o percentual expressivo foi possível graças à adoção de uma modalidade mista de orçamentação. Essa estratégia combinou recursos do Orçamento Geral da União (OGU) e do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAE), com o uso de créditos financeiros garantidos pelo programa “Agora Tem Especialistas”.
Além da hemodiálise, o programa “Agora Tem Especialistas” estende seu alcance para outras modalidades de tratamento renal, com reajustes significativos:
– Diálise peritoneal: reajuste de 100%. Esta terapia substitui a função dos rins utilizando o próprio corpo do paciente para filtrar o sangue.
– Pré-diálise: também com 100% de aumento. Envolve o acompanhamento médico intensivo do paciente antes que a diálise se torne necessária.
O que isso muda na prática: O incentivo financeiro para diferentes modalidades de tratamento renal significa que mais opções terapêuticas estarão disponíveis para os pacientes, permitindo abordagens personalizadas e um cuidado mais completo, desde a prevenção até o tratamento avançado, desafogando a demanda pela hemodiálise e melhorando a resposta do SUS.