Milhares de mulheres com 18 anos em todo o país enfrentam nesta sexta-feira (20) o último dia para a seleção complementar do Serviço Militar Inicial Voluntário Feminino 2025. Este processo histórico, que permite o ingresso de mulheres como recrutas, é fundamental para definir a entrada de centenas de candidatas nas Forças Armadas. A etapa final avalia preparo físico e requisitos básicos em unidades militares por 51 municípios. O Resumo explica e descomplica para você.
Entenda a Etapa Final da Seleção Militar Feminina
As candidatas selecionadas para o Serviço Militar Inicial Voluntário Feminino 2025 devem comparecer até esta sexta-feira (20) para a etapa da seleção complementar.
É essencial acompanhar o site oficial do alistamento, acessível via plataforma Gov.br, para verificar o dia e o local exatos da unidade das Forças Armadas onde a candidata deve comparecer.
No local, serão avaliados requisitos básicos para a formação militar, por meio da realização de exames clínicos e entrevistas complementares, além da análise do preparo físico das candidatas.
Esta é a quarta e última fase do processo seletivo antes da entrada oficial das selecionadas na vida militar, um procedimento que é realizado pela segunda vez na história.
O que isso muda na prática: Esta fase define quem será incorporada, transformando o sonho de uma carreira militar em realidade para centenas de jovens que buscam atuar na Marinha, Exército ou Força Aérea, abrindo um leque de novas oportunidades profissionais no cenário nacional.
Incorporação e Direitos das Novas Recrutas
As mulheres incorporadas após o alistamento não terão estabilidade no serviço militar, condição idêntica à dos homens.
A incorporação das militares ocorrerá em dois momentos distintos em 2025: a primeira de 2 a 6 de março e a segunda de 3 a 7 de agosto.
Na Marinha do Brasil, as militares ingressarão na patente de marinheiro-recruta; já no Exército Brasileiro e na Força Aérea Brasileira, a patente inicial será de soldado.
As militares terão os mesmos direitos e deveres dos homens em suas respectivas patentes de ingresso nas Forças Armadas.
O que isso muda na prática: Esta igualdade de direitos e deveres representa um avanço significativo na inclusão das mulheres nas Forças Armadas, oferecendo as mesmas condições e responsabilidades desde o início da carreira militar, solidificando a presença feminina em funções operacionais.
Panorama das Vagas e o Alistamento Histórico
Para o ano de 2026, são oferecidas às mulheres voluntárias um total de 1.467 vagas, distribuídas entre as Forças Armadas da seguinte forma:
– 157 vagas para a Marinha.
– 1.010 vagas para o Exército.
– 300 vagas para a Força Aérea.
As oportunidades estão distribuídas em 51 municípios por todo o território nacional, abrangendo unidades militares das três Forças em 13 estados, além do Distrito Federal.
Em 2025, um total de aproximadamente 34 mil mulheres voluntárias se inscreveram para participar do recrutamento.
Para os homens, o alistamento militar continua sendo obrigatório para quem completa 18 anos, com 1.029.323 homens alistados em 2025.
Historicamente, as mulheres só ingressavam nas Forças Armadas por meio de concursos públicos para sargentos ou oficiais, que exigiam nível técnico ou superior. Desde 2025, elas podem entrar como recrutas, na base das três Forças Armadas, marcando uma significativa mudança de política.
O que isso muda na prática: A abertura de vagas para recrutas femininas democratiza o acesso à carreira militar, expandindo as possibilidades para mulheres que antes só podiam ingressar por meio de concursos de nível técnico ou superior, e reforça a diversidade no serviço ativo das Forças Armadas brasileiras.