O espetáculo do Carnaval na Marquês de Sapucaí, que anualmente projeta o Brasil para o mundo, garantiu, entre 13 e 17 de fevereiro e no Desfile das Campeãs, uma experiência inclusiva para pessoas com deficiência. A iniciativa estruturada assegurou autonomia, informação e pertencimento para esse público na passarela do samba. O Resumo explica e descomplica para você.
Inclusão Estruturada na Passarela do Samba
A acessibilidade comunicacional na Sapucaí é uma realidade consolidada, coordenada por uma empresa oficial do evento. Desde 2019, o trabalho tem expandido a capacidade de atendimento, tornando o Carnaval uma festa para todos.
Os pilares dessa iniciativa incluem:
– A coordenação da All Dub Estúdio, atuando como empresa oficial do Carnaval.
– A liderança da CEO Ana Motta, que destaca o foco em impacto social e cidadania cultural.
– Mais de 600 atendimentos diários especificamente no Camarote 13, espaço dedicado ao público PCD, totalizando milhares ao longo do evento.
– Recursos como tradução em Libras, audiodescrição ao vivo e mediação acessível.
Abrangência e Impacto para o Público PCD
Os serviços de acessibilidade foram implementados em pontos estratégicos e para diversos tipos de deficiência, garantindo que a festa chegasse a todos os cantos e pessoas.
Os detalhes da abrangência são:
– Período: De 13 a 17 de fevereiro, além do Desfile das Campeãs.
– Locais de atuação: Principalmente no Setor 13 do Sambódromo, mas também estendido a blocos de rua, à FanFest em Copacabana, ao Camarote VerdeRosa e ao desfile do bloco inclusivo Embaixadores da Alegria.
– Beneficiários: Pessoas cegas, surdas, autistas, com baixa visão e outras deficiências, que receberam suporte à comunicação acessível.
Sandra Santos, deficiente visual e frequentadora do Setor 13, ressalta a importância da audiodescrição, afirmando que a disponibilidade anual desses recursos contribui para sua felicidade em acompanhar os desfiles.
Além da Festa: Responsabilidade Social e ESG
A iniciativa vai além da simples inclusão, dialogando com princípios fundamentais de direitos e sustentabilidade, conforme destacado pela CEO Ana Motta. É um pilar de impacto social e cidadania cultural.
Mais do que números, a acessibilidade no Carnaval reforça o direito constitucional à cultura, a autonomia e o pertencimento. Cada detalhe planejado e recurso implementado gera um impacto social direto, ampliando a experiência plena do público PCD em um evento de escala global.
Garantir que todos possam vivenciar o desfile do Carnaval em sua plenitude – ver, ouvir, sentir e compreender – é uma afirmação de que a avenida pertence a cada cidadão, elevando o evento a um patamar de responsabilidade social e governança ambiental, social e corporativa (ESG).