O Grupo dos Dez retorna a Belo Horizonte neste domingo (01) com uma apresentação única do aclamado espetáculo Madame Satã no Sesc Palladium, celebrando 15 anos de trajetória. A companhia reafirma a potência do teatro negro como pilar fundamental da cultura brasileira, após desafios da pandemia. O Resumo explica e descomplica para você.
Grupo dos Dez Retoma Palcos com Madame Satã
– Apresentação única: Neste domingo (01), às 20h, no Sesc Palladium, em Belo Horizonte.
– Contexto: Marca os 15 anos de trajetória da companhia e um novo momento artístico.
– Realização: Projeto “Grupo dos Dez – 15 anos de Teatro Negro”, aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura.
– Apoio: Ministério da Cultura e Petrobras.
– Alcance do projeto: Previsão de mais de 60 apresentações em sete estados, com obras inéditas, espetáculos consagrados e ações formativas.
O que isso muda na prática: A volta do Grupo dos Dez e do espetáculo Madame Satã a Belo Horizonte significa o fortalecimento da cena cultural mineira e nacional, promovendo o teatro negro como uma voz essencial para o debate social e a representatividade artística, após um período de incertezas para o setor cultural.
Explorando Temas Urgentes em Cena
– Espetáculo: Madame Satã, baseado na biografia de João Francisco dos Santos.
– Temas abordados: Crítica à homofobia, transfobia e racismo, além de dar visibilidade a personagens historicamente marginalizados.
– Direção: João das Neves e Rodrigo Jerônimo.
– Histórico: Montado originalmente em 2014, estreou em 2015 e permaneceu em circulação até 2019.
– Prêmios: Prêmio Brasil Musical 2019 (melhor espetáculo musical da Região Sudeste) e Prêmio Leda Maria Martins 2017 (melhor espetáculo).
O que isso muda na prática: Ao trazer à tona a história de Madame Satã e seus temas de identidade e resistência, o grupo oferece ao público uma oportunidade de reflexão crítica sobre preconceitos ainda presentes na sociedade, contribuindo para a descolonização de narrativas e o enfrentamento de discursos de ódio.
Expansão e Impacto do Teatro Negro
– Nova produção: Estreia do espetáculo Afroapocalíptico no dia 13 de março, no Palácio das Artes, com base na cosmovisão do congado mineiro.
– Fundação do grupo: Criado em 2009, o Grupo dos Dez é referência nacional na interseção entre teatro negro e musical brasileiro.
– Inspirações: Tradições populares, africanas e indígenas.
– Temas recorrentes: Homoafetividade, desafios da população negra, luta das mulheres e enfrentamento às opressões contra pessoas LGBTQIAPN+.
– Iniciativas paralelas: Aquilombô – Fórum Permanente de Artes Negras, Festival Imune e Laboratório Editorial Aquilombô, que fortalecem a cultura afro-indígena e promovem a empregabilidade negra LGBTQIAPN+.
O que isso muda na prática: As iniciativas do Grupo dos Dez vão além dos palcos, fomentando a empregabilidade e o protagonismo de artistas negros e LGBTQIAPN+ no teatro, literatura e música. Este engajamento reforça o papel da arte como ferramenta de inclusão e transformação social, impactando diretamente no cenário cultural e na representatividade.