Nesta segunda-feira (7), o Irã desafiou o ultimato do presidente Donald Trump sobre o Estreito de Ormuz, afirmando que a rota não voltará ao status anterior para EUA e Israel. A tensão no Golfo Pérsico se intensifica, impactando o mercado de petróleo e a segurança global. O Resumo explica e descomplica para você.
Irã Rejeita Ultimato de Trump e Impõe Novas Regras para Ormuz
A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou que o Estreito de Ormuz “jamais voltará a ser como era, especialmente para os EUA e Israel”, conforme comunicado publicado no domingo (5).
A iniciativa visa estabelecer novas regras para passagem pelo Estreito, a serem definidas em parceria com Omã, sem interferência de potências estrangeiras ao Golfo Pérsico.
Trump havia ameaçado, no domingo (5), lançar “o inferno” sobre o Irã caso não permitissem a reabertura do Estreito até esta terça-feira (7), além de propor um acordo de 15 pontos que inclui o fim do programa nuclear pacífico e balístico iraniano.
O que isso muda na prática: As novas regras podem dificultar o trânsito de navios, especialmente americanos e israelenses, gerando instabilidade no fornecimento global de petróleo, com potencial impacto nos preços e na economia mundial.
Negociações Travadas: Irã Pede Compensação e Saída dos EUA
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou as propostas estadunidenses nesta segunda-feira (7), classificando-as como “altamente excessivas e incomuns, além de ilógicas”.
O Irã exige, para o fim da guerra:
– Compensação financeira pelos danos causados pelos ataques.
– Saída definitiva das bases militares dos Estados Unidos (EUA) da região.
– Fim definitivo da guerra, incluindo as frentes de combate no Líbano e na Faixa de Gaza.
O porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, declarou nesta segunda-feira (7) que o inimigo falhou em seus objetivos e foi derrotado, reforçando a necessidade de “arrependimento genuíno” para evitar futuras guerras.
O que isso muda na prática: A intransigência de ambos os lados sinaliza um prolongamento do conflito, elevando os riscos de escalada militar no Oriente Médio e a incerteza para o cenário geopolítico e econômico.
Ataques Irânianos e Retaliações: Conflito Se Alastra
Em mais um vídeo publicado hoje, o porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, Ibrahim Zulfiqari, anunciou a 98ª onda de ataques do Irã contra instalações ligadas a Israel e EUA no Oriente Médio.
Foram alvejados:
– Um navio porta-contêineres SDN.
– “Locais estratégicos” em Tel Aviv, Haifa, Be’er Sheva e Bat Hafer, em Israel.
Zulfiqari alertou que ataques a alvos civis seriam respondidos com “intensidade e abrangência muito maiores”, multiplicando as perdas do inimigo.
O Irã também confirmou o assassinato do chefe de inteligência da IRGC, brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, morto em um ataque aéreo israelense em Teerã.
O que isso muda na prática: A troca de ataques e o assassinato de uma alta patente militar intensificam a espiral de violência, aumentando o risco de uma guerra aberta com consequências devastadoras para a população e a economia da região.