O novo boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta-feira (20), acende o alerta nacional para o aumento significativo da circulação do vírus Influenza A em várias regiões do Brasil. Este avanço impulsiona a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), gerando preocupação crescente em estados do Norte, Nordeste e Sudeste. O Resumo explica e descomplica para você.
Influenza A se espalha: Onde o alerta é maior
O vírus Influenza A segue em expansão por todo o território nacional, contribuindo para o aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em localidades específicas. Os principais focos de alerta, conforme o levantamento da Fiocruz, são: – Mato Grosso – Maioria dos estados do Nordeste (com exceção do Piauí) – Amapá, Pará e Rondônia, na região Norte – Rio de Janeiro e Espírito Santo, no Sudeste
O que isso muda na prática: A circulação intensa do vírus em áreas específicas significa um risco elevado de contaminação e desenvolvimento de casos graves de gripe. Moradores e autoridades de saúde dessas regiões devem redobrar a atenção às medidas preventivas e à procura por atendimento médico em caso de sintomas, para evitar a sobrecarga dos sistemas de saúde.
Prevalência dos vírus: Entenda os números de SRAG e óbitos
Desde o início de 2024, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) monitora os agentes causadores dos casos positivos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e óbitos. A análise revela a complexidade da situação epidemiológica: – Casos positivos de SRAG no ano corrente: – Rinovírus – 41,9% – Influenza A – 21,8% – Sars-CoV-2 (COVID-19) – 14,7% – VSR – 13,4% – Influenza B – 1,5% – Dentre os óbitos registrados neste ano: – Sars-CoV-2 (COVID-19) – 37,3% – Influenza A – 28,6% – Rinovírus – 21,8% – VSR – 4,5% – Influenza B – 2,5% – Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os óbitos positivos foi: – Influenza A – 30,8% – Sars-CoV-2 – 30,8% – Rinovírus – 27,5% – VSR – 5,5% – Influenza B – 2,7%
O que isso muda na prática: Os dados mostram que, embora o Rinovírus seja o mais prevalente nos casos de SRAG, a Influenza A e o Sars-CoV-2 são responsáveis pela maior parcela dos óbitos, especialmente nas semanas mais recentes. Isso sublinha a necessidade de vigilância constante e estratégias de saúde pública que contemplem múltiplos agentes virais, garantindo um diagnóstico diferencial e tratamento adequado.
Vacinação é a chave: Ministério da Saúde reforça campanhas
Diante do cenário de alta circulação viral, o Ministério da Saúde, em conjunto com a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella, delineou estratégias nacionais de vacinação para 2024. O foco principal é ampliar a cobertura vacinal e, consequentemente, reduzir a incidência de doenças imunopreviníveis e seus desfechos graves. – Campanha de vacinação contra a Influenza: – Regiões abrangidas: Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste – Período: 28 de março a 30 de maio – Dia D de mobilização: Próximo sábado (22) – Disponibilidade de vacinas: – Vacina contra o VSR já disponível para gestantes – Vacinação contra a Influenza A para grupos prioritários inicia em 28 de março
O que isso muda na prática: A vacinação é a ferramenta mais eficaz para prevenir casos graves e óbitos, protegendo o sistema respiratório. A adesão às campanhas, principalmente pelos grupos prioritários, é crucial para diminuir a pressão sobre o sistema de saúde e proteger a população, reforçando a importância da imunização como medida de saúde coletiva.