A Zona da Mata mineira vive uma tragédia: chuvas torrenciais entre a noite desta segunda-feira (23) e o início da terça-feira (24) de janeiro causaram deslizamentos, inundações e a morte de 28 pessoas em Juiz de Fora e Ubá. O evento mobiliza autoridades e afeta centenas de famílias, com o Governo Federal já reconhecendo o estado de calamidade na região. O Resumo explica e descomplica para você.
Moradores Relatam Desespero e Perdas Após Deslizamento
No Parque Jardim Burnier, bairro da Zona Sudeste de Juiz de Fora, o eletricista Jorge Rocha acordou na noite desta segunda-feira (23) com gritos e batidas. Ele descreve a cena como um “desespero”, com pessoas correndo e o aviso para que todos saíssem de casa. Jorge presenciou o momento em que um vizinho saiu com vida dos escombros de um conjunto de casas que desabou, embora a mulher e o filho do sobrevivente tenham sido encontrados mortos mais tarde pelos bombeiros.
A enfermeira Débora Pena, que mora no local desde a infância, também testemunhou o início da tragédia. Ela subiu o morro correndo para ajudar sua avó a sair de casa, que fica em frente ao ponto mais impactado pelo deslizamento. Débora relatou que começou a descer muita terra e pedra, um evento sem precedentes em sua memória. A enfermeira expressa a dificuldade de processar a perda, afirmando que conhecia a maioria das vítimas e deseja a remoção dos corpos para um enterro digno.
O que isso muda na prática: A tragédia não é apenas estatística; ela desestrutura vidas, lares e comunidades inteiras, exigindo apoio psicológico e material contínuo às vítimas que perderam seus entes queridos e seus bens.
Chuvas Causam Devastação e Elevado Número de Vítimas
As fortes chuvas que caíram na Zona da Mata mineira entre a noite de segunda-feira (23) e o início da terça-feira (24) de janeiro resultaram em um cenário de destruição. Além das mortes, o impacto se estende por diversas localidades e infraestruturas essenciais.
Dentre os principais impactos estão:
– 28 mortes confirmadas em Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira.
– Transbordamento do Rio Paraibuna, além de inundações generalizadas, soterramentos e áreas completamente ilhadas.
– Mais de 40 chamadas emergenciais atendidas pela Defesa Civil em Juiz de Fora, relacionadas a inundações e riscos estruturais.
– Estima-se que 440 pessoas estejam desabrigadas, tendo recebido acolhimento provisório.
O que isso muda na prática: A extensão dos danos e o alto número de afetados exigem uma resposta coordenada de diversas esferas governamentais e um esforço coletivo para a reconstrução e reassentamento seguro das famílias, bem como o amparo às vítimas.
Governo Age e Alertas de Chuva Persistem em Minas Gerais
Diante da gravidade da situação, o Governo Federal reconheceu oficialmente o estado de calamidade em Juiz de Fora. Essa medida permite o envio de recursos e assistência imediata às áreas mais afetadas, agilizando a resposta emergencial.
Os esforços para lidar com a tragédia incluem:
– O Corpo de Bombeiros, com efetivo ampliado de 12 para 25 militares e a utilização de cães farejadores no Parque Jardim Burnier, realiza buscas ininterruptas por desaparecidos.
– O subcomandante Demétrios Bastos Goulart, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, confirmou o isolamento de áreas de risco devido à possibilidade de novos deslizamentos.
– O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de chuvas intensas para os próximos dias, com previsão de volumes elevados de precipitação e risco de alagamentos, mantendo o estado de atenção.
O que isso muda na prática: A mobilização rápida do governo e o trabalho incansável dos bombeiros são cruciais para minimizar o sofrimento e prevenir novas perdas, mas o alerta de chuvas contínuas exige máxima atenção e a evacuação preventiva de áreas de risco para a segurança da população.