A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias (COP15) concluiu neste domingo (29) em Campo Grande (MS), deixando um legado de conservação com um novo bosque e a aprovação de medidas protetivas para diversas espécies migrantes. As decisões tomadas têm impacto direto na biodiversidade brasileira e no cenário global da fauna silvestre, fortalecendo a proteção de animais e habitats. O Resumo explica e descomplica para você.
Bosque da COP15: Campo Grande ganha nova área verde
Centenas de participantes da COP15, que ocorreu em Campo Grande, construíram juntos neste sábado (28) um importante legado do encontro global: o Bosque da COP15, composto por árvores nativas e frutíferas. A ação, alinhada ao tema Conectando a Natureza para Sustentar a Vida, reuniu diplomatas, delegados e moradores da cidade para plantar 250 mudas em uma área estratégica.
A bióloga Sílvia Ray Pereira, da Gerência de Arborização da prefeitura de Campo Grande, destacou a importância da iniciativa:
– “O Bosque da COP15 entra em um projeto que lançamos ano passado para a criação de miniflorestas onde há poucas árvores, principalmente praças, para que a gente concilie arborização urbana, saúde da população e ainda atenda os animais silvestres.”
Entre as espécies plantadas estão:
– Sapoti
– Pitanga
– Angico
– Manduvi (essencial para ninhos de arara-azul)
O que isso muda na prática: A criação de miniflorestas urbanas como o Bosque da COP15 melhora a qualidade do ar, oferece refúgio para a fauna local e migratória, e eleva a qualidade de vida da população de Campo Grande, além de reforçar a conexão da cidade com a natureza e a pauta ambiental.
Brasil lidera ações de proteção na plenária final
Na manhã deste domingo (29), a plenária final da COP15 deliberou sobre mais de 100 itens da agenda, encaminhando-os para a adoção oficial pela Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS). O presidente da COP15, João Paulo Capobianco, confirmou que as medidas seriam formalmente adotadas ao final do encontro.
Entre as medidas lideradas ou apoiadas pelo Brasil, destacam-se:
– Aprovação do Plano de Ação para a Conservação dos Grandes Bagres Migratórios Amazônicos.
– Promoção de ações concentradas internacionais para a conservação do tubarão-mangona e do tubarão-peregrino.
Novas espécies incluídas nas listas de proteção da CMS:
– Anexo I (espécies ameaçadas de extinção): maçarico-de-bico-torto e maçarico-de-bico-virado (aves).
– Anexo II (espécies que demandam esforços internacionais de conservação): peixe pintado, tubarão cação-cola-fina e caboclinho-do-pantanal (ave).
– Inclusão nas duas listas (Anexo I e II): ariranha e petréis/grazinas.
O Brasil retirou a proposta de inclusão do tubarão cação-anjo-espinhoso no Anexo II para permitir a continuidade das avaliações sem entraves no consenso.
O que isso muda na prática: As novas inclusões nas listas de proteção da CMS, impulsionadas pelo Brasil, significam maior salvaguarda legal e esforços coordenados internacionalmente para espécies vulneráveis, desde peixes até aves e mamíferos. Isso tem um impacto positivo direto na preservação da biodiversidade e fortalece a posição do país como líder ambiental global.