Fortes chuvas castigaram o litoral de São Paulo nas últimas 24 horas, causando mais de 300 desabrigados em Peruíbe e transtornos em várias cidades da região nesta segunda-feira (18) de março. Com deslizamentos, inundações e queda de árvores, a situação levou prefeituras a decretarem emergência. O Resumo explica e descomplica para você.
Peruíbe decreta emergência e acolhe desabrigados
O município de Peruíbe, localizado no litoral sul paulista, foi o mais severamente impactado pelo temporal, registrando um volume expressivo de chuvas e a consequente decretação de situação de emergência pela prefeitura local. A Defesa Civil monitora a região de perto.
– 56 milímetros (mm) de água acumulados em um único dia, provocando alagamentos generalizados.
– Mais de 300 pessoas desabrigadas, que foram encaminhadas para abrigos temporários da prefeitura.
– Cerca de 100 pessoas desalojadas, que precisaram deixar suas casas, mas encontraram refúgio em residências de familiares ou amigos.
– A cidade teve mais de 280 milímetros de chuva acumulados nos últimos três dias, conforme dados da Defesa Civil.
– Não houve registro de vítimas fatais ou feridos decorrentes das chuvas em Peruíbe.
O que isso muda na prática: Para os moradores de Peruíbe, a situação de emergência libera recursos e ações coordenadas para assistência aos afetados, como a montagem de abrigos, distribuição de alimentos e kits de higiene, além de agilizar a limpeza e reparos. O impacto direto está na reorganização da rotina e na necessidade de suporte público.
Litoral paulista enfrenta alagamentos e deslizamentos em outras cidades
A tempestade, que se estendeu por toda a faixa litorânea do estado de São Paulo, atingiu diversas outras cidades, gerando uma série de problemas que demandam atenção das autoridades locais e da população.
– Caraguatatuba registrou grande volume de chuvas e vendavais, com vários pontos de alagamento em vias públicas e 12 imóveis afetados, embora sem desalojados, desabrigados ou vítimas.
– Ilhabela, também impactada por muita chuva e ventos fortes, sofreu com deslizamento de terra e falta de energia elétrica durante algumas horas, sem vítimas ou desabrigados.
– Em Guarujá, houve queda de árvores e pequenos deslizamentos, demandando equipes para limpeza e desobstrução de vias.
– Mongaguá sofreu com o transbordamento de rios e várias ruas inundaram, afetando cerca de 800 imóveis, o que representa um grande prejuízo material para muitas famílias.
O que isso muda na prática: Moradores dessas cidades devem redobrar a atenção, evitar áreas alagadas, não tentar atravessar enxurradas e seguir as orientações da Defesa Civil para garantir a segurança. O cenário impõe desafios à infraestrutura local, à segurança pública e à mobilidade, especialmente com o risco de novos deslizamentos e interrupções no tráfego.
Ubatuba registra mortes e danos amplos
No extremo norte do litoral, Ubatuba foi uma das cidades mais castigadas, com consequências trágicas e um alto número de infraestruturas danificadas pela força das chuvas.
– Duas mortes foram confirmadas na noite de sábado, decorrentes de um naufrágio provocado pelo mau tempo na região.
– A cidade enfrentou deslizamentos, queda de árvores, alagamento de rodovia, enxurradas e transbordamento de córregos nas últimas 24 horas.
– Ao todo, 407 casas e quatro escolas foram afetadas, comprometendo moradias e a educação local.
– Seis pessoas ficaram desalojadas, precisando encontrar moradia provisória.
– O município recebeu 54 milímetros de água acumulados em um dia, contribuindo para os estragos observados.
O que isso muda na prática: Em Ubatuba, a prioridade é a recuperação das áreas afetadas e o suporte às famílias que perderam entes queridos ou tiveram suas casas danificadas. A interrupção de aulas nas escolas e o comprometimento da infraestrutura básica impactam diretamente a vida de milhares de pessoas e a economia local, exigindo um esforço conjunto de reestabelecimento.