O Bloco do Amor marcou o carnaval de Brasília neste sábado (10) de fevereiro, reunindo cerca de 70 mil pessoas em um espaço de folia inclusiva e respeito às diferenças. Com 11 anos de história, o evento se consolidou como um dos mais emblemáticos da capital, promovendo segurança e diversidade para a comunidade LGBTQIAPN+. O Resumo explica e descomplica para você.
Bloco do Amor Defende Diversidade e Afeto no DF
Fundado em 2015, o Bloco do Amor nasceu com o propósito de ocupar o centro de Brasília, em pontos como os arredores da Biblioteca Nacional e do Museu Nacional, com manifestos político-poéticos de respeito, diversidade e afeto coletivo. O bloco, que já adotou lemas marcantes como “Sonhar como Ato de Existência” para sua edição de 2026, busca a transformação social pela alegria.
– Fundado em 2015 em Brasília (DF).
– Propósito: Ocupar o centro da capital com manifestos político-poéticos, diversidade e afeto coletivo.
– Localizações iniciais: Via S2 do Plano Piloto, posteriormente área externa do Museu Nacional de Brasília.
– Lema da edição de 2026: “Sonhar como Ato de Existência”, promovendo sonho e alegria como resistência social.
O que isso muda na prática: Ao criar um ambiente de celebração focado no respeito e na inclusão, o Bloco do Amor oferece um espaço seguro e representativo para a comunidade LGBTQIAPN+ e outros foliões, fortalecendo a visibilidade e aceitação de grupos diversos no cenário cultural de Brasília.
Folia Segura: Evento Zera Casos de Assédio no DF
A edição deste sábado (10) de fevereiro do Bloco do Amor, que celebrou 11 anos de existência e chegou a reunir cerca de 70 mil pessoas segundo os organizadores, alcançou um marco histórico na segurança pública. A coordenadora geral do Bloco do Amor, Letícia Helena, destacou à Agência Brasil a importância do trabalho de prevenção.
– Público estimado: Cerca de 70 mil pessoas, segundo organizadores.
– Localização: Arredores da Biblioteca Nacional e do Museu Nacional, centro de Brasília (DF).
– Coordenadora Geral: Letícia Helena, em entrevista à Agência Brasil.
– Segurança em 2024: A Secretaria de Segurança Pública do DF registrou zero ocorrências de violência e assédio contra mulheres nesta edição do bloco.
– Protocolos de equipe: Equipe de produção preparada com protocolos específicos para lidar com diversas situações.
O que isso muda na prática: Este resultado inédito é um exemplo de como a organização e a conscientização podem zerar índices de violência e assédio em grandes eventos, garantindo a segurança e o bem-estar dos foliões e servindo de modelo para outras celebrações no país.
Comunidade Celebra Aceitação e Liberdade em Brasília
Foliões de diversas idades, como Fernando Franq, de 34 anos, e Ana Flávia Garcia, de 53 anos, descrevem o Bloco do Amor como um “bloco dos corações” e um ambiente com o qual se identificam. A diversidade é um ponto central, presente tanto na variedade de ritmos musicais quanto na composição do público.
– Depoimento de Fernando Franq (34) e Ana Flávia Garcia (53): Descrevem o bloco como um “ambiente seguro para a comunidade LGBT, organizado por amigos”, com muita arte e artistas.
– Declaração de Ana Flávia Garcia: Reforça que o Bloco do Amor é “musical, seguro e sem preconceitos”, onde “todos são aceitos” e as pessoas se apropriam do próprio corpo livremente.
– Observação de Clarisse Pontes (22): Celebra o primeiro carnaval em Brasília em um ambiente respeitoso, sem assédios e preconceitos.
– Variedade de ritmos: Axé retrô, eletrônico, música pop, MPB e forró.
O que isso muda na prática: A consolidação de espaços como o Bloco do Amor reforça a importância de eventos culturais que promovem a aceitação e o respeito às diversas formas de expressão, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e menos violenta, especialmente para a juventude que busca ambientes de celebração autênticos e seguros.