R$ 13 bilhões do Tesouro IPCA+ 2026 foram pagos aos investidores há 13 dias, mas parte desse valor permanece parado em contas, resultando em perdas diárias significativas. Com a taxa Selic a 14% ao ano, cada dia sem reinvestimento representa dinheiro que deixa de render para o seu bolso.
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Um patrimônio de R$ 100 mil parado por apenas nove dias úteis, por exemplo, já teria deixado de render cerca de R$ 465,90 brutos se estivesse aplicado no Tesouro Selic. Manter o valor sem aplicação ignora um retorno potencial de 14% ao ano, transformando R$ 100 mil em mais de R$ 114 mil em um ano.
ETFs de renda fixa oferecem vantagens tributárias
Analistas como Tiago Lima, do BTG Asset, recomendam ETFs de renda fixa como alternativa. Esses fundos, negociados em bolsa, possuem alíquota fixa de 15% de Imposto de Renda sobre rendimentos para carteiras de longo prazo, diferentemente da tabela regressiva dos títulos de renda fixa que começa em 22,5%. Além disso, não há cobrança de IOF nos primeiros 30 dias nem come-cotas.
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Recomendações de ETFs para diferentes perfis
Para quem busca liquidez de curto prazo, o LIQB11 (90% Tesouro Selic, 10% IPCA+) é indicado. Já o PACC11 replica o Tesouro IPCA+ com vencimento em até cinco anos, ideal para proteção inflacionária com os mesmos benefícios tributários. Uma opção de maior risco e retorno é o DEBB11, que investe em debêntures de crédito privado indexadas à inflação, mitigando o risco através da diversificação.
Estratégias para gerar renda passiva
A Empiricus Research sugere focar em renda passiva com opções para diversos perfis. Entre as recomendações estão a Debênture Equatorial Goiás (CGOSA2), isenta de IR e com pagamento semestral de juros (IPCA + 8% até 2038). Outras opções incluem o FII Kinea Hedge Fund (KNHF11) e o FI-Infra BTG Dívida Infra (BCDI11), ambos buscando dividendos recorrentes e com isenção de IR no caso do FI-Infra. Para quem busca valorização e dividendos, a Ação Axia Energia (AXIA3) no setor elétrico é uma alternativa.
Novas oportunidades no Tesouro Direto
Para quem prefere a segurança do Tesouro Direto, o momento é propício para travar taxas de juros elevadas. O Tesouro Prefixado é recomendado pela Empiricus para horizontes de três a quatro anos, aproveitando a tendência de queda da Selic. A XP, por sua vez, sugere o Tesouro IPCA+ com prazos mais longos (acima de cinco anos), protegendo o poder de compra contra a inflação e garantindo remuneração real, similar ao título que acabou de vencer.
É crucial que o investidor avalie seu perfil e objetivos para escolher a melhor estratégia de reinvestimento, evitando que o dinheiro do Tesouro IPCA+ 2026 continue parado e perdendo valor.