📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- Uma enchente repentina no Nepal e na China causou mais de 300 mortes e mil desaparecidos.
- O desastre, provocado pelo colapso de uma geleira, destruiu vilarejos e estradas na fronteira.
- Equipes de resgate buscam sobreviventes e mais de 650 estrangeiros ainda estão desaparecidos.
Uma devastadora enchente atingiu o Nepal e a China, resultando na morte de mais de 300 pessoas e deixando cerca de mil desaparecidos, com equipes de resgate em intensa operação para localizar sobreviventes.
Detalhes da tragédia na fronteira
O evento ocorreu em 26 de agosto, quando uma massa de gelo, rochas e lama desabou sobre um rio de montanha, gerando uma inundação repentina. A catástrofe afetou uma movimentada estrada entre Catmandu e Lhasa, no Tibete, além de destruir vilarejos e pontes. As estimativas locais apontam para 359 mortos no Nepal, enquanto a China confirmou três vítimas fatais e 558 desaparecidos apenas no condado de Gyirong, no Tibete.
Buscas por desaparecidos
Mais de 5 mil integrantes do Exército e da polícia nepalesa participam das operações, com helicópteros distribuindo suprimentos. Cerca de 100 visitantes indianos e 25 trabalhadores chineses foram encontrados, mas mais de 650 estrangeiros de diversas nacionalidades, incluindo indianos, norte-americanos e britânicos, permanecem desaparecidos no Nepal. Corpos foram recuperados a até 100 quilômetros do local inicial do desastre, sobrecarregando hospitais e exigindo a montagem de tendas para identificação das vítimas.
Causa e alertas futuros
Inicialmente atribuído a um terremoto, o Serviço Geológico dos EUA (USGS) esclareceu que a energia sísmica detectada correspondia ao colapso da geleira e ao fluxo de detritos. Autoridades chinesas alertam para riscos de um lago represado em Gyirong, com a previsão de novas chuvas podendo dificultar ainda mais os trabalhos de resgate.
A situação permanece crítica nas regiões afetadas, com as autoridades coordenando esforços internacionais para encontrar os desaparecidos e prestar assistência às comunidades isoladas, enquanto monitoram os riscos de novas inundações.