📌 O RESUMO DA NOTÍCIA:
- As ações da Braskem (BRKM5) dispararam 19% após um novo acordo de crédito com a Petrobras.
- A Petrobras ampliou o limite de crédito comercial para R$ 2,35 bilhões, garantindo o fornecimento de matérias-primas.
- A Defensoria Pública da União (DPU) protocolou uma ação cobrando R$ 5 bilhões da Braskem e da União por danos em Maceió.
- A DPU acusa a Braskem de lavra ambiciosa e a União de omissão na crise geológica da capital alagoana.
A Braskem (BRKM5) viu suas ações reagirem com força no mercado após um acordo de crédito crucial com a Petrobras, que injetou fôlego financeiro na petroquímica. Contudo, a euforia dos investidores foi abalada no fim do dia com a notícia de que a Defensoria Pública da União (DPU) entrou com uma ação bilionária cobrando R$ 5 bilhões por danos causados em Maceió.
Crédito da Petrobras garante operação
O acordo firmado entre a Braskem e a Petrobras elevou o limite de crédito comercial da petroquímica de R$ 350 milhões para R$ 2,35 bilhões. Essa medida visa assegurar o fornecimento e a compra de matérias-primas essenciais para a continuidade das operações da Braskem. A transação, válida até 31 de dezembro de 2026, prevê pagamento em até 30 dias e conta com garantias robustas, como a cessão fiduciária de recebíveis de cerca de R$ 1 bilhão por mês em créditos de clientes, além de uma conta vinculada com retenção mínima de R$ 300 milhões.
DPU cobra R$ 5 bilhões por danos em Maceió
Em um revés para a Braskem, a Defensoria Pública da União (DPU) protocolou uma ação contra a empresa e a União, exigindo uma indenização estimada em R$ 5 bilhões. A DPU baseia-se no relatório final da CPI do Senado sobre a crise em Maceió, acusando a Braskem de “lavra ambiciosa” – uma exploração predatória que desrespeitou planos de lavra e causou a inutilização de 52% das reservas de sal-gema, gerando prejuízo ao patrimônio mineral do país. A União também é acusada de omissão por não proteger o patrimônio e não reparar a população afetada a tempo.
Incertezas para o investidor
A nova ofensiva da DPU reabre um cenário de incertezas financeiras para a Braskem, que já provisionou R$ 18 bilhões em seu balanço para cobrir custos de reparação socioambiental e reembolso às famílias de Maceió, com R$ 14,6 bilhões já desembolsados. Apesar do suporte operacional da Petrobras, os desdobramentos jurídicos do passivo de Maceió continuam a ser um fator crítico para o futuro da empresa e seus acionistas.