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Home Política

Governo Lança Plano de R$ 11 Bilhões Contra o Crime Organizado

Por Élcio Jardim
12 de maio de 2026
em Política
Governo Lança Plano de R$ 11 Bilhões Contra o Crime Organizado

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O Governo Federal lançou, nesta terça-feira (12), o programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma abrangente estratégia para desmantelar facções criminosas. Com investimento direto de R$ 1,06 bilhão e uma linha de crédito de R$ 10 bilhões, o plano visa fortalecer Forças Integradas, modernizar equipamentos e elevar 138 unidades prisionais ao padrão de segurança máxima, buscando frear a articulação criminosa que atua dentro e fora dos presídios. O Resumo explica e descomplica para você.

Detalhes do Novo Programa Nacional de Segurança

O Palácio do Planalto apresentou a “nova estratégia nacional” estruturada em quatro eixos principais, aos quais serão destinados R$ 1,06 bilhão ainda este ano, complementados por uma linha de financiamento de R$ 10 bilhões. O objetivo é responder diretamente aos pilares que sustentam o poder das facções criminosas.

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O que isso muda na prática: Este volume de investimento e a coordenação federal buscam um impacto direto na capacidade operacional do crime organizado, tornando suas ações mais difíceis e custosas, e aumentando a segurança pública no país.

Eixos Estratégicos Atacam Bases do Crime Organizado

Para desmantelar as facções, o programa foca em áreas críticas que sustentam seu poder. As ações são projetadas para minar a obtenção de lucros, o comando das prisões, a impunidade da violência letal e o poder armado.

– Asfixia financeira do crime organizado.

– Fortalecimento da segurança no sistema prisional.

– Qualificação da investigação de homicídios.

– Enfrentamento ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos.

Asfixia Financeira: Cortando o Dinheiro das Facções

O primeiro eixo do programa, com investimento federal direto de R$ 388,9 milhões, visa estrangular os fluxos financeiros que alimentam as atividades ilícitas. A estratégia é golpear o “andar de cima” e a base econômica das organizações criminosas.

– Fortalecimento das atuais Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que reúnem agentes federais e locais em diversas unidades federativas.

– Criação de uma Força nacional (Ficcos) para operações interestaduais de alta complexidade.

– Instalação do Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (CIFRA) em outros estados, modelo já implementado pelo governo federal e do Rio de Janeiro em novembro de 2023.

– Uso de modernas soluções tecnológicas para extração de dados de dispositivos móveis (smartphones, tablets, notebooks e wearables), aprimorando a análise criminal.

– Ampliação da alienação antecipada de bens do crime organizado, com leilões centralizados no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O que isso muda na prática: Ao dificultar o acesso e o uso de recursos financeiros, o programa busca sufocar a capacidade de expansão e manutenção das facções, impactando diretamente o “bolso” do crime e, consequentemente, sua estrutura.

Fortalecimento Prisional: Desarticulando o Comando nas Cadeias

Para ampliar o controle e a vigilância em estabelecimentos prisionais, a previsão é investir R$ 330,6 milhões até 2026. O objetivo central é “interromper a capacidade de articulação criminosa a partir das prisões”, onde líderes recrutam e comandam ações.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que 80% das lideranças de organizações criminosas identificadas no país estão cumprindo pena nestes 138 estabelecimentos.

– Promoção de 138 estabelecimentos prisionais (cerca de 10% do total nacional) ao “padrão de segurança máxima”, semelhante ao dos presídios federais.

O que isso muda na prática: Com maior segurança e controle dentro das prisões, espera-se que a capacidade das lideranças criminosas de dar ordens e recrutar novos membros seja drasticamente reduzida, elevando a “segurança” externa ao diminuir crimes comandados de dentro.

Linha de Crédito de R$ 10 Bilhões Aprimora Segurança Local

Além do investimento direto, o programa estabelece uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para a segurança pública de estados e municípios. Os recursos virão do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis), criado em 2024, que assegura financiamento para infraestrutura social e segurança.

– Compra de viaturas, motocicletas operacionais, lanchas e embarcações.

– Aquisição de equipamentos de proteção individual e de menor potencial ofensivo.

– Drones, sistemas de radiocomunicação e videomonitoramento, e câmeras e scanners corporais.

– Reforma de estabelecimentos penais e instalação de bloqueadores de sinal.

– Equipamentos de perícia e informática, além de soluções tecnológicas específicas para o setor.

O que isso muda na prática: A disponibilidade desses recursos permitirá que forças de segurança locais modernizem sua infraestrutura e equipamentos, qualificando o combate ao crime em todas as esferas e aumentando a “segurança” para a população. O presidente Lula destacou a importância de “trabalhar junto”, sem que o Executivo federal ocupe o espaço de governadores ou polícias estaduais.

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