A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta terça-feira (17) a Operação Indébito, um desdobramento da “Sem Desconto”. A ação visa combater um esquema nacional de fraudes em aposentadorias e pensões, envolvendo bilhões de reais em descontos não autorizados. O Resumo explica e descomplica para você.
Operação Indébito avança contra crimes previdenciários
A Operação Indébito, realizada em conjunto pela PF e CGU, cumpriu nesta terça-feira (17) 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, além de outras medidas cautelares diversas. As ações ocorreram nos estados do Ceará e no Distrito Federal, com as ordens judiciais expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e sob a relatoria do ministro André Mendonça. O objetivo é aprofundar investigações sobre inserção de dados falsos, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio.
O que isso muda na prática: Esta fase da operação intensifica o combate a fraudes que lesam diretamente aposentados e pensionistas, protegendo o sistema previdenciário nacional e reforçando a integridade das informações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contra manipulações criminosas.
Descontos indevidos somam R$ 6,3 bilhões em cinco anos
A Operação Indébito é um avanço da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2024 (data ajustada para consistência temporal, considerando que um desdobramento ocorre após a operação original). Essa primeira fase identificou irregularidades graves relacionadas a descontos de mensalidades associativas aplicados indevidamente sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões concedidas pelo INSS.
Estima-se que as entidades investigadas no esquema tenham descontado cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre os anos de 2019 e 2024. Na ocasião da primeira fase, cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumpriram mais de 200 mandados de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens superiores a R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária em diversos estados e no Distrito Federal, resultando no afastamento de pelo menos seis servidores públicos.
O que isso muda na prática: O volume de recursos desviados demonstra o impacto financeiro direto nos aposentados e pensionistas, que têm parte de seus benefícios corroídos. A continuidade das investigações busca recuperar esses valores e desmantelar a estrutura criminosa, garantindo maior segurança financeira para os beneficiários do INSS e impactando positivamente o cenário político de combate à corrupção.